Força Nacional do SUS em Roraima após ataque dos EUA na Venezuela; Maduro é capturado
© Valter Campanato/Agência Brasil
O Ministério da Saúde mobilizou a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela, com o objetivo de realizar uma avaliação completa das estruturas de saúde, incluindo profissionais, vacinas e outros insumos. Segundo nota divulgada, a medida visa estruturar um plano de contingência do SUS em resposta a um “possível agravamento da crise internacional e avanço da demanda de migrantes na região fronteiriça”, cenário impulsionado por recentes tensões, incluindo um ataque conduzido pelo governo norte-americano na Venezuela.
Apesar do contexto de tensão, o Ministério da Saúde assegura que “até o momento, o fluxo migratório segue o mesmo na região”. As equipes enviadas a Roraima, com experiência em situações de emergência, estão trabalhando na identificação de estruturas hospitalares e avaliando a possibilidade de expansão. O governo federal informou que, caso necessário, poderá montar hospitais de campanha e ampliar as estruturas existentes para minimizar o impacto no sistema público de saúde brasileiro.
Adicionalmente, o Ministério da Saúde manifestou à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a disponibilidade para ajuda humanitária, com foco no fornecimento de medicamentos e insumos para diálise, considerando a destruição do principal centro de distribuição em La Guaira, na Venezuela, após o referido ataque.
O comunicado do Ministério da Saúde reitera o compromisso do SUS em garantir assistência médica integral a todas as pessoas em território nacional, independentemente de status migratório ou nacionalidade, assegurando esse direito também para imigrantes em cidades de fronteira.
O envio da equipe da Força Nacional do SUS ocorre em um momento de instabilidade na Venezuela, após relatos de explosões em Caracas e a captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por forças de elite dos EUA. O governo de Donald Trump, que oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro, acusa o presidente venezuelano de liderar um suposto cartel chamado De Los Soles.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-01/saude-vai-monitorar-cenario-sanitario-na-fronteira-com-venezuela-0
