Sanders e Kamala Harris Condenam Ações de Trump na Venezuela e Alertam para Riscos de Imperialismo
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Figuras proeminentes do Partido Democrata nos Estados Unidos, o senador Bernie Sanders e a ex-vice-presidente Kamala Harris, manifestaram fortes críticas e condenação às ações do governo Trump na Venezuela.
Sanders, por meio de um vídeo divulgado em sua rede social, expressou preocupação com o que considera um “desprezo pela Constituição e pelo Estado de Direito” por parte de Trump. O senador questionou a legitimidade de um ataque unilateral à Venezuela, mesmo sob a alegação de combater um governo como o de Nicolás Maduro. Ele enfatizou que “os Estados Unidos não têm o direito, como dito por Trump, de assumir o controle da Venezuela”. Sanders conclamou o Congresso a aprovar uma resolução para limitar os poderes de guerra do presidente, classificando a operação militar na Venezuela como ilegal e perigosa, comparando-a com a lógica utilizada por Putin para justificar a invasão da Ucrânia. Ele também alertou sobre o risco de reviver a Doutrina Monroe, com o objetivo de controlar as reservas de petróleo venezuelanas, caracterizando a ação como “imperialismo de alto nível”.
Kamala Harris, também utilizando as redes sociais, condenou as ações de Trump, embora tenha descrito Maduro como um “ditador brutal e ilegítimo”. Harris alertou para os riscos de “guerras por mudança de regime ou por petróleo” e questionou os motivos da operação, afirmando que se trata de uma questão de petróleo e do desejo de Trump de se projetar como o homem mais forte da região. Ela criticou o custo da operação, o risco para as tropas americanas, a desestabilização regional e a ausência de autoridade legal ou benefício para o povo estadunidense.
As críticas surgem em resposta a um ataque militar na Venezuela, orquestrado pelos Estados Unidos, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e sua transferência para Nova York. A ação reacendeu o debate sobre as intervenções norte-americanas na América Latina, remetendo ao caso da invasão do Panamá em 1989 e à captura do então presidente Manuel Noriega.
O governo Trump justifica a ação acusando Maduro de liderar um cartel de drogas, o que é questionado por especialistas. Críticos apontam que a intervenção tem como objetivo afastar a Venezuela de aliados como China e Rússia, além de assegurar o controle sobre as vastas reservas de petróleo do país.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-01/bernie-sanders-e-kamala-harris-criticam-acoes-de-trump-na-venezuela
