Vazamento de gás interrompe operação da P-40 em meio à greve de petroleiros

Mesmo com vazamento sanado, plataforma da Petrobras segue sem produção

© Archivo Agencia Brasil

A plataforma P-40 da Petrobras, localizada no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro, permanece com a operação interrompida após a detecção de um vazamento de gás na quinta-feira. A paralisação ocorre em meio à greve nacional dos petroleiros, que já dura cinco dias.

Segundo a Petrobras, o vazamento foi prontamente controlado pela equipe a bordo, e como medida preventiva, “todas as linhas foram despressurizadas, e a produção da unidade foi temporariamente paralisada”. A companhia garantiu que não houve riscos à segurança dos trabalhadores e anunciou a criação de uma comissão para investigar as causas do incidente. A produção nas demais plataformas da Bacia de Campos segue sem alterações.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que está monitorando a situação e que não foram registradas vítimas ou impactos ambientais. A agência reguladora solicitou à Petrobras um relatório técnico detalhado em até 30 dias sobre o ocorrido, as medidas tomadas e possíveis impactos, condicionando o retorno da produção à verificação de segurança e apresentação de evidências técnicas.

Enquanto isso, a greve nacional dos petroleiros continua, com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) alegando que a P-40 estava sob controle de equipes de contingência no momento do vazamento. Para os sindicatos ligados à FUP, “o episódio expõe riscos decorrentes da definição unilateral das contingências pela empresa”. A Petrobras, por sua vez, nega qualquer relação entre o incidente e a paralisação dos trabalhadores, afirmando que “o incidente não tem relação com o movimento de paralisação de trabalhadores da Petrobras”.

A greve foi motivada por um impasse em relação a melhorias no plano de cargos e salários, solução para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros e a defesa da manutenção da Petrobras como empresa pública. A FUP relata adesão à greve em diversas unidades, incluindo refinarias, plataformas de produção marítima, terminais operacionais e outras instalações.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-12/mesmo-com-vazamento-sanado-plataforma-da-petrobras-segue-sem-producao

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