Projeto Peixara capacita ribeirinhas e fortalece pesca esportiva no Araguaia
A Redação | Projeto Peixara capacita guias no Rio Araguaia com apoio do Sicoob UniCentro Br e Grupo Saga
O Projeto Peixara, iniciativa que visa a preservação do peixe Piraíba e a sustentabilidade da pesca no Rio Araguaia, uniu forças com o Grupo Saga e o Sicoob UniCentro Br para capacitar mulheres ribeirinhas como guias de pesca esportiva. A ação, que faz parte da vertente “Ciência Cidadã” do projeto, busca fortalecer a inclusão feminina em um mercado tradicionalmente masculino e impulsionar o turismo sustentável na região.
Segundo dados do Termo Aditivo UFMT/2025, do Ministério da Pesca e Aquicultura, o turismo no Rio Araguaia movimenta cerca de R$ 17 bilhões por ano. A coordenadora técnica do Projeto Peixara, Lisiane Hahn, destaca a importância dos guias de pesca esportiva nesse cenário: “A função do Guia de Pesca Esportiva é primordial para esse processo, porque é responsável por toda a orientação ao público.”
A capacitação, que envolveu 15 mulheres, abordou temas como empoderamento feminino, atendimento ao cliente, planejamento financeiro, direitos e deveres na pesca esportiva, mídias sociais, navegação segura, biologia e ecologia dos peixes, e melhores práticas na pesca esportiva.
Gabriel Garola, educador financeiro do Sicoob UniCentro Br, ressalta a importância do planejamento financeiro para o sucesso profissional das guias: “O equilíbrio financeiro é o que pode garantir a sustentação das atividades profissionais e a conciliação com a vida pessoal dessas mulheres.”
Além do aspecto social, a iniciativa “Ciência Cidadã” visa envolver os guias na coleta de dados para a pesquisa científica. “Guias de pesca esportiva são capacitados em boas práticas e na coleta de informações, como o ‘tagueamento’ das espécies com marcas plásticas para identificação e estudo de movimento, coleta de amostras para análise de DNA e registro das medidas dos peixes capturados”, explica Lisiane Hahn.
O Projeto Peixara, coordenado pela bióloga Lisiane Hahn em parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), busca promover a coexistência entre conservação e desenvolvimento na bacia do Araguaia. “Conservação e desenvolvimento podem coexistir na bacia, desde que as atividades turísticas sejam realizadas com critérios e foco no peixe e no rio, base da geração de renda”, finaliza Lisiane.
