Desemprego no Brasil atinge menor nível da história em outubro, aponta IBGE
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Brasil registra a menor taxa de desemprego de sua série histórica, atingindo 5,4% no trimestre encerrado em outubro, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo IBGE. O índice supera o registrado no trimestre anterior, findo em setembro, quando a taxa foi de 5,6%, e também o registrado no mesmo período de 2024, quando a taxa foi de 6,2%. O número de desocupados caiu para 5,910 milhões, o menor já registrado, enquanto o número de pessoas ocupadas alcançou o recorde de 102,5 milhões.
A pesquisa também aponta para recordes no número de trabalhadores com carteira assinada, totalizando 39,182 milhões, e na massa salarial, que atingiu R$ 357,3 bilhões, representando um aumento de 5% em um ano. Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, destaca que a massa de rendimentos em patamares elevados impulsiona o consumo, contrabalanceando os efeitos dos juros altos. “Ter essa massa em patamares elevados influencia o consumo”, afirma.
Entre os setores pesquisados, construção e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais apresentaram aumento na ocupação. Em contrapartida, o setor de “outros serviços” registrou queda.
A taxa de informalidade se manteve estável em 37,8%, representando 38,7 milhões de trabalhadores sem direitos trabalhistas. Em contrapartida, o número de trabalhadores que contribuem para a previdência alcançou um novo recorde, chegando a 67,8 milhões de pessoas. Segundo Adriana Beringuy, “isso está muito associado à retração maior da informalidade. Normalmente os informais são os mais afastados da cobertura previdenciária”.
Os dados da Pnad Contínua foram divulgados um dia após o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontar um saldo positivo de 85,1 mil vagas formais em outubro.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-11/taxa-de-desemprego-cai-para-54-menor-desde-2012
