“Mada e Bia” vence Prêmio Margarida de Prata e cineasta Dagmar Olmo Talga é premiada pela 2ª vez
Prêmio Margarida de Prata é considerado uma das mais tradicionais condecorações do cinema nacional (Foto: UEG)
O longa-metragem “Mada e Bia” foi agraciado com o Prêmio Margarida de Prata, uma tradicional honraria do cinema brasileiro, concedida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O anúncio ocorreu durante a 55ª Edição dos Prêmios de Comunicação da CNBB, em São Paulo.
A produção, que recebeu apoio da Universidade Estadual de Goiás (UEG), já percorreu mais de 40 festivais, tanto no Brasil quanto no exterior, após sua pré-estreia no 9º Festival Internacional Amazônida de Cinema de Fronteira (FIA Cinefront 2024).
O Prêmio Margarida de Prata, criado em 1967 pela CNBB, tem como objetivo reconhecer obras cinematográficas que estimulem a reflexão crítica. Ao longo de sua história, premiou filmes como “Eles Não Usam Black-Tie”, “Central do Brasil” e “Bicho de Sete Cabeças”.
Com a premiação de “Mada e Bia”, a cineasta Dagmar Olmo Talga conquista o prêmio pela segunda vez, tendo sido reconhecida em 2019 pelo filme “O Voo da Primavera”.
Dirigido e roteirizado por Dagmar Olmo Talga, pesquisadora do Núcleo de Agroecologia e Educação do Campo da UEG (Gwatá), o filme narra a história de Marie Madeleine Hausser (Mada) e Béatrice Kruch (Bia), religiosas alsacianas que vivem no Brasil desde 1967. A narrativa destaca o papel das duas na resistência durante a ditadura militar e no trabalho com comunidades do campo. A atriz Dira Paes participa da produção como narradora.
“Mada e Bia” é resultado de sete anos de trabalho e reúne cenas gravadas no Brasil e na França. O filme, de caráter independente, contou com o apoio técnico e voluntário de pesquisadores e instituições parceiras, como o prof. Murilo Mendonça Oliveira de Souza (PPGEO) e Jaqueline Vilas Boas Talga (Gwatá), que assinam a produção da obra.
Além do Gwatá e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UEG, o filme foi realizado em parceria com a Essá Filmes, a Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil e as Irmãs da Divina Providência de Ribeauvillé.
Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias
