Ex-cabo do Exército é preso em operação contra fábrica de armas no RJ e PR

Polícia desarticula fabricação ilegal de armas na Baixada Fluminense

© Tomaz Silva/Agência Brasil

Uma operação da Polícia Civil, realizada em conjunto com a Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Paraná, desmantelou um esquema de fabricação e comércio ilegal de armas de fogo, munições e acessórios bélicos. As ações, que ocorreram simultaneamente nos dois estados, visaram o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a uma organização criminosa.

Entre os alvos da operação, destaca-se o ex-cabo do Exército, Carlos Henrique Martins Cotrin, proprietário de um dos pontos de produção e fabricação de armas, localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo as investigações, Cotrin tentou fugir ao perceber a chegada da polícia, mas foi detido.

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), teve início a partir da análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos em operações anteriores. A perícia digital revelou um intenso fluxo de comunicações, vídeos e registros de transações ilegais, comprovando a existência de uma rede estruturada de fabricação e venda clandestina de armas, tanto de uso permitido quanto restrito.

As investigações identificaram conexões diretas entre fabricantes, intermediários e compradores, responsáveis pela produção e comercialização de pistolas, fuzis e metralhadoras artesanais, além de munições montadas manualmente. A análise das mensagens e registros financeiros apontou para lucros de até 150% e indicou o uso de transportadoras privadas para o envio disfarçado de armamentos, com instruções para ocultar o conteúdo e a identidade dos remetentes.

As equipes policiais localizaram diversos pontos de produção e armazenamento, equipados com ferramentas, peças de reposição, insumos e equipamentos para recarga de munições. Parte das armas produzidas ou adquiridas ilegalmente era distribuída a terceiros sem qualquer controle legal ou registro.

O delegado da Desarme, Luiz Otávio Franco, revelou que a empresa de Carlos Henrique Cotrin, consertava armas para as milícias de Nova Iguaçu e também produzia fuzis para vendas na internet por valores que variavam entre R$ 50 mil e R$ 60 mil.

Em outra fábrica na Baixada Fluminense, cinco pessoas foram presas, e foram apreendidas pistolas, revólveres, um fuzil, carregadores, munições e até um lança-rojão. No Paraná, com o apoio da Polícia Civil local, Márcio Marcelo Ivanklo foi preso em sua residência, onde foram encontradas mais de 80 armas, incluindo espingardas, pistolas e revólveres. Ivanklo também comercializava armas e munições por meio de grupos de WhatsApp e já havia sido preso pela Polícia Federal em 2008.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou que: “Essa operação é mais uma prova de que inteligência, integração e tecnologia estão no centro da nossa política de segurança. Estamos desarticulando quem fabrica, quem vende e quem financia a violência”.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-11/policia-desarticula-fabricacao-ilegal-de-armas-na-baixada-fluminense

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