Em 5 anos, empregos na enfermagem crescem 44% no Brasil, aponta estudo.

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© Ingrid Anne/Prefeitura de Manaus

Um levantamento do Ministério da Saúde revela um crescimento expressivo de quase 44% nos postos de trabalho em enfermagem no Brasil entre 2017 e 2022, saltando de 1 milhão para 1,5 milhão de vínculos. A pesquisa “Demografia e Mercado de Trabalho em Enfermagem no Brasil”, divulgada nesta terça-feira, detalha esse aumento em todos os níveis de atenção à saúde: primária, secundária e terciária, com o maior crescimento absoluto registrado na atenção de alta complexidade, que passou de 635 mil para quase 900 mil postos.

O estudo também aponta que as mulheres representam cerca de 85% da força de trabalho da enfermagem no país, e o setor público concentra 61,9% dos vínculos profissionais. A análise dos dados de 2020 a 2022 demonstra um aumento significativo na contratação de enfermeiros e técnicos de enfermagem, impulsionado pela pandemia de Covid-19. Segundo o ministério, “Esse movimento é compatível com a necessidade de ampliação da resposta à pandemia, que exigiu investimentos em equipes para atender à alta demanda por serviços hospitalares, unidades de terapia intensiva e vacinação em massa”.

Todas as regiões do país registraram crescimento nos postos de trabalho, com destaque para o Nordeste (46,3%) e o Norte (43,8%). O Centro-Oeste apresentou o maior aumento percentual (57,3%), seguido pelo Sul (44,6%), enquanto o Sudeste, apesar de ter o menor índice de crescimento (34,9%), continua sendo a região com maior concentração de postos de trabalho.

O estudo também mostra que a maioria dos profissionais da área de enfermagem possui vínculos formais de trabalho (CLT), representando cerca de 67% do total. A pesquisa ressalta que enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem representam a maior parcela dos profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o ministério, “Esses profissionais atuam diretamente no cuidado aos pacientes, sendo essenciais para a promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde. A presença desses trabalhadores é indispensável em todos os níveis de atenção, desde a atenção básica até os serviços de alta complexidade”.

Em relação ao mercado de trabalho, o levantamento revela que as jornadas de trabalho mais comuns variam entre 31 e 40 horas semanais, com uma média salarial entre dois e três salários mínimos. Por fim, o estudo aponta para um crescimento elevado do setor privado no ensino de enfermagem, especialmente na modalidade a distância (EaD), que em 2022 respondeu por mais da metade das vagas ofertadas. O ministério avalia que “Esse cenário serviu de alerta para o governo federal e entidades de saúde ligadas à área da enfermagem, apesar do aumento de estudantes no ensino superior ser uma necessidade para melhorar o quantitativo de profissional necessário às realidades de saúde e contingente da população brasileira”.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-11/numero-de-enfermeiros-no-brasil-cresce-44-em-cinco-anos

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