Braskem pagará R$ 1,2 bilhão por desastre geológico em Maceió
© Joédson Alves/Agência Brasil
A Braskem e o estado de Alagoas firmaram um acordo no qual a empresa se compromete a pagar R$ 1,2 bilhão em indenizações, decorrentes do desmoronamento do solo em bairros de Maceió, causado pela extração de sal-gema. De acordo com comunicado da empresa, R$ 139 milhões já foram pagos e o restante será quitado em dez parcelas anuais variáveis, corrigidas, principalmente após 2030, considerando a capacidade de pagamento da Companhia.
O acordo visa compensar, indenizar e ressarcir o estado para a “reparação integral de todo e qualquer dano patrimonial e extrapatrimonial” e prevê a extinção de ação movida pelo governo estadual contra a companhia, dependendo ainda de homologação judicial. Segundo a empresa, “a celebração do acordo representa um significativo e importante avanço para a companhia em relação aos impactos decorrentes do evento geológico em Alagoas”.
O desastre geológico em Maceió, cujos contornos se agravaram a partir de 2018, resultou da exploração de sal-gema, provocando instabilidade no solo e afundamento nos bairros Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e Farol. Estima-se que mais de 60 mil moradores foram impossibilitados de permanecer em suas residências devido aos riscos. Em novembro de 2023, a prefeitura de Maceió decretou estado de emergência em razão do risco de colapso em uma das minas. A Polícia Federal investigou o caso, indiciando 20 pessoas em novembro do ano passado.
Em julho de 2025, a Defensoria Pública de Alagoas solicitou uma indenização de R$ 4 bilhões para compensar a desvalorização dos imóveis nos bairros afetados. A Braskem é controlada pela Novonor (antiga Odebrecht) e tem a Petrobras como acionista, detendo 47% das ações com poder de voto.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-11/braskem-fecha-acordo-de-r-12-bilhao-por-desmoronamentos-em-maceio
