Goiás lança Plano Estadual de Educação para sistema prisional visando ampliar oferta educacional
Governo lança Plano Estadual de Educação para pessoas privadas de liberdade
Em um esforço para expandir as oportunidades educacionais dentro do sistema prisional goiano, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) formalizou, nesta terça-feira, o novo Plano Estadual de Educação para pessoas privadas de liberdade. O documento foi apresentado durante o Seminário Estadual de Educação Prisional e estabelece as diretrizes, metas e estratégias para aumentar a oferta de educação nas unidades prisionais do estado.
O plano foi desenvolvido a partir de um diagnóstico da Educação de Jovens e Adultos (EJA) já existente nas prisões, buscando atender a uma demanda significativa, visto que no Brasil, mais de 852 mil pessoas estão privadas de liberdade, com 82,24% sem conclusão da educação básica. Em Goiás, essa população carcerária é de 25.545 detentos.
A titular da Seduc, Fátima Gavioli, enfatizou a importância do plano como um instrumento para garantir oportunidades a todos, afirmando que “É um dia de alegria e histórico no estado de Goiás, esse plano mostra que educação aqui é para todos”.
Em 2024, o EJA já beneficiou 4.539 reeducandos no primeiro semestre. O novo plano visa ampliar ainda mais as matrículas e fortalecer as práticas pedagógicas, em colaboração com a Diretoria-Geral de Polícia Penal (DGPP/GO).
O diretor-geral da Polícia Penal, Josimar Pires, destacou o potencial transformador da educação no sistema penitenciário e a necessidade de investimentos contínuos para sua implementação, ao declarar que “A Educação não é gasto quando se fala de ressocialização de pessoas. São 308 metas a cumprir em três anos e por isso precisamos, cada vez mais, unir forças e trazer o diálogo, para reduzir a criminalidade na sociedade por meio da Educação”.
Mariângela Graciano, representante do Ministério da Educação (MEC), ressaltou a relevância de currículos alinhados à realidade dos reeducandos, pontuando que “Goiás é um território promissor para a educação em prisões, devido às ações integradas, ao plano que estão lançando e à qualidade dos profissionais”.
Entre as iniciativas em andamento, destaca-se o Plano Político-Pedagógico (PPP), que está em fase inicial de implementação em três unidades: duas em Luziânia (masculina e feminina) e uma na Penitenciária Coronel Odenir Guimarães, em Aparecida de Goiânia. Essa ação integra o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA, uma iniciativa conjunta do Ministério da Educação e do Ministério da Justiça.
Além disso, o Projeto Remição pela Leitura incentiva a leitura e o pensamento crítico, permitindo aos reeducandos reduzir até quatro dias de pena a cada livro lido e resenhado. O programa possibilita a leitura de até 12 livros por ano, resultando em até 48 dias de remição. O Projeto Viola Goiana também foi apresentado, que promove a música como ferramenta de reintegração social e também possibilita a redução de pena aos participantes.
O seminário reuniu mediadores da inclusão, policiais penais, autoridades da Educação e da Segurança Pública, além de representantes do Ministério Público de Goiás e Defensoria Pública.
Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias
