Haddad defende “asfixia financeira” do crime organizado e pede apoio à lei do devedor contumaz
© Lula Marques/ Agência Braasil.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu o “sufocamento financeiro” do crime organizado como estratégia crucial para combatê-lo eficazmente. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em São Paulo, ao comentar os resultados da Operação Fronteira da Receita Federal. Haddad enfatizou a necessidade de atingir os líderes das organizações criminosas, os “CEOs do crime”, para impedir que o dinheiro ilícito continue alimentando atividades ilegais.
O ministro também fez um apelo ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para que o PL, partido do qual Castro faz parte, aprove a lei do devedor contumaz, que visa endurecer as regras para sonegadores que utilizam a inadimplência fiscal como estratégia de negócio. Segundo Haddad, muitos desses devedores contumazes estão ligados à criminalidade no Rio de Janeiro, misturando dinheiro ilícito com atividades lícitas para lavagem de dinheiro.
Para auxiliar no combate ao crime organizado, a Receita Federal publicou uma instrução normativa que obriga os fundos de investimento a divulgarem os CPFs dos beneficiários. A medida busca identificar quem está por trás de esquemas de pirâmide e fundos que controlam outros fundos, aumentando o poder de fiscalização do órgão.
Haddad apresentou os resultados finais da Operação Fronteira, realizada em parceria com os governos do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que resultou na prisão de 27 pessoas, apreensão de 213 mil litros de bebida adulterada, mais de 3 toneladas de drogas e mais de mil armas. A operação, realizada em 60 municípios de 20 estados, apreendeu mais de R$ 160 milhões em mercadorias ilegais e contou com a participação de diversas instituições de segurança pública e fiscalização.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-10/crime-organizado-haddad-defende-asfixiar-fontes-de-financiamentos
