Caiado defende respaldo às polícias como chave para segurança pública em evento no Rio

Caiado defende respaldo às polícias como chave para segurança pública em evento no Rio

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, participou nesta segunda-feira (27/10) do evento “Diálogos sobre Segurança Pública 2025”, no Rio de Janeiro, onde defendeu o fortalecimento do respaldo institucional aos policiais como condição essencial para o combate ao crime organizado e a garantia da ordem pública. O encontro, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), reuniu especialistas e gestores para discutir soluções para os desafios da segurança no Brasil.

Caiado enfatizou a importância de o chefe do Executivo estadual assumir o comando das forças policiais, proporcionando “segurança jurídica e moral” para que os agentes atuem com firmeza dentro da lei. “O Estado existe para dar paz às pessoas. Se o governador não assume sua responsabilidade e não comanda suas forças, tudo recai sobre o policial — e o sistema se desestrutura”, afirmou.

O governador destacou os investimentos realizados em sua gestão para estruturar as forças de segurança em Goiás, argumentando que o sucesso do estado em áreas como educação e saúde se deve à priorização da segurança pública desde o início de seu mandato. “No momento em que o policial se sente respaldado pela autoridade, ele soluciona os problemas”, garantiu.

Márcio Colmerauer, diretor de Segurança Pública e Corporativa da FGV, corroborou a necessidade de fortalecer as forças de segurança diante da “nova realidade criminosa” imposta pela atuação global de facções. “É essencial dar às forças de segurança o respaldo necessário para agir. Sem isso, o crime avança e o Estado recua”, alertou Colmerauer.

Durante o evento, Caiado criticou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, em tramitação no Congresso Nacional, por considerar que ela “usurpa uma prerrogativa” dos estados na definição das diretrizes de segurança pública, conforme estabelecido na Constituição de 1988.

O governador goiano propôs o fortalecimento das estruturas policiais, a integração entre as diferentes corporações (Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Federal e Rodoviária Federal) e a flexibilização legal para ações estaduais, visando respostas mais rápidas a situações de crise. Caiado alertou para a crescente influência das facções criminosas, mencionando a presença dessas organizações em diversos estados, e concluiu: “Estamos caminhando para um narco-Estado, onde o poderio financeiro das facções está invadindo a economia formal do Brasil”.

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