Agrodefesa e Polícia Civil desmantelam fraude milionária em GTAs na Operação Rastreio Falso
PCGO e Agrodefesa combatem tentativas de fraude com GTAs
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e a Polícia Civil de Goiás (PCGO) uniram forças na Operação Rastreio Falso, deflagrada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais (Dercr) com o objetivo de combater fraudes envolvendo Guias de Trânsito Animal (GTAs).
A operação teve início após a Agrodefesa detectar movimentações incomuns no Sistema de Defesa Agropecuária (Sidago) durante uma auditoria interna, acionando as autoridades policiais para investigação. Esta é a terceira fase de uma série de investigações sobre emissões fraudulentas de GTAs, seguindo as operações Paper Ox I e II, realizadas em abril de 2024 e julho de 2025, respectivamente. As três fases já resultaram no bloqueio de mais de R$ 140 milhões em ativos financeiros.
O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destacou que a Operação Rastreio Falso foi resultado do trabalho de inteligência da instituição. “As informações surgiram das nossas auditorias. Temos um setor de inteligência dentro da Agrodefesa que trabalha com o sistema. Todo o rebanho goiano está cadastrado no Sidago, e, a partir dele, conseguimos identificar movimentações irregulares, além de receber informações de campo dos nossos fiscais e denúncias”, explicou. Ele complementou, “A partir disso, levantamos os relatórios e encaminhamos à Polícia Civil para as devidas apurações”.
Ramos também ressaltou a importância da ação para a economia do estado: “Nosso papel é preservar o patrimônio econômico e garantir a manutenção dos mercados para os nossos produtos. Exportamos para diversos estados e países, e nossa carne é reconhecida mundialmente pela qualidade e sustentabilidade. Garantir a segurança do nosso sistema e a integridade das informações é um compromisso e uma responsabilidade da Agrodefesa com o produtor e com o Estado de Goiás”.
O presidente da Agrodefesa alertou os produtores sobre a importância de proteger suas credenciais de acesso ao Sidago, “Qualquer movimentação é feita por meio de login e senha. Quando o produtor compartilha esses dados com terceiros, ele vulnerabiliza o seu próprio patrimônio”, pontuou.
De acordo com o delegado Thales Feitosa de Araújo Fonseca, as investigações da DERCR identificaram a participação de um servidor público do município de Luziânia, cedido à Agrodefesa. “Identificamos que esse servidor cometeu as fraudes durante o período em que atuou na Agência. Com as investigações, quebra de sigilo bancário e telemático, além de relatórios de inteligência financeira, verificamos que ele movimentou, junto a um corretor de gado, mais de R$ 100 mil”, relatou o delegado. O ex-servidor, que já havia sido exonerado, foi preso temporariamente durante a Operação Rastreio Falso.
Além da prisão, foram cumpridas medidas judiciais de busca e apreensão, bloqueio de ativos financeiros e sequestro de bens. As diligências seguem sob sigilo para não comprometer o andamento das investigações.
Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias
