Novas Regras da Caixa Facilitam a Compra da Casa Própria
© Marcelo Camargo/Divulgação
A partir desta segunda-feira (13/10), novas regras da Caixa Econômica Federal tornam o financiamento habitacional mais acessível em Goiás. A medida, que visa aquecer o mercado imobiliário, deve injetar R$ 20 bilhões no crédito e impulsionar a compra de cerca de 80 mil novos imóveis até o final de 2025.
Uma das principais mudanças é o aumento da cota máxima de financiamento, que sobe para 80% do valor do imóvel. Isso significa que os compradores precisarão de uma entrada menor, facilitando o acesso ao crédito. Para exemplificar, em um imóvel de R$ 500 mil, a entrada exigida cai de R$ 150 mil para R$ 100 mil.
Outra alteração significativa é a elevação do teto para imóveis financiáveis pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. Essa mudança amplia o alcance das regras que permitem o uso do saldo do FGTS, seja como entrada, para amortizar o saldo devedor ou para pagar parte das prestações.
“A redução da entrada destrava o acesso ao crédito para milhares de famílias que estavam próximas de obter o financiamento, mas não conseguiam juntar o valor inicial suficiente”, informou a Caixa em nota.
As novas condições beneficiam especialmente famílias com renda mensal acima de R$ 12 mil, que antes enfrentavam dificuldades para encontrar crédito habitacional com taxas acessíveis. No entanto, a Caixa ressalta que compradores com renda inferior a esse valor continuam amparados pelo programa Minha Casa, Minha Vida.
As regras valem tanto para imóveis novos quanto usados, desde que o valor esteja dentro dos limites do SFH. Para saber quanto pode financiar, o interessado pode utilizar o simulador disponível no site da Caixa.
O novo modelo de financiamento habitacional da Caixa ficará em fase de teste até o fim de 2026. Caso se mostre eficaz para ampliar a oferta de crédito imobiliário e reduzir custos, o funcionamento pleno está previsto para 2027. A partir de então, até 100% do dinheiro aplicado na poupança poderá ser usado no crédito habitacional, extinguindo a obrigação dos bancos de destinarem 65% dos depósitos da poupança para essa finalidade.
