Goiânia Acelera Retirada de Fios Soltos com Força-Tarefa Coordenada pela Prefeitura
Reunião acerta detalhes de como será a nova organização do programa Cidade Segura. Fios deverão ser retirado por bairros, dando prioridades a setores com a situação mais grave
A Prefeitura de Goiânia, sob a liderança do prefeito Sandro Mabel, está promovendo uma reorganização do programa Cidade Segura, visando agilizar a remoção de fios soltos nos postes da capital. A decisão foi tomada em uma reunião no Ministério Público, que também contou com a presença de representantes de empresas de telecomunicações e da Equatorial.
O novo plano prevê que as empresas responsáveis realizem a retirada dos cabos com suas próprias equipes, priorizando os bairros com situações mais críticas. O mapeamento dessas áreas será entregue às empresas na próxima quarta-feira (15/10), com o início dos trabalhos da força-tarefa previsto para 20 de outubro.
Segundo Sandro Mabel, Goiânia possui cerca de 75 mil linhas inativas que ainda não foram removidas dos postes. O prefeito enfatizou a importância da celeridade nos trabalhos, com a coordenação geral da ação a cargo da Prefeitura. “Esse monte de cabo que está caído não vai mais existir. Nós vamos começar por uma ação emergencial, que é exatamente nos setores onde nós temos mais cabos pendurados, caindo e tudo mais. Tenho certeza de que agora, pegando firme nisso daí com o Ministério Público junto, nós vamos conseguir dar uma arrumada boa na cidade”, afirmou o prefeito.
Mabel também destacou os transtornos causados pela desorganização dos fios e se colocou à disposição para colaborar com as empresas na busca por soluções conjuntas. “Nós já tivemos uma primeira experiência, um modus operandi que já tirou esses cabos. Vamos repetir essa ação e fazer uma força-tarefa. Dentro do meu limite, eu participo também. Esse é um problema que é de vocês que operam, mas nós queremos ser parceiros do que for possível, como a destinação desses cabos para que não comece a jogar fora, para qualquer lugar”, disse.
Hudson Novais, presidente da Agência de Regulação de Goiânia (AR), informou que a prefeitura está disponível para regularizar as empresas que operam de forma clandestina, alertando que aquelas que persistirem na irregularidade terão suas atividades interrompidas. “Agora, só vai regularizar realmente quem quer, a gente sabe disso. E quem continuar na clandestinidade vai ter os trabalhos interrompidos. Nós vamos fazer uma lista positiva de todas as empresas que estão cadastradas e trabalhando legalmente. A Prefeitura vai divulgar esses nomes para que as pessoas possam saber de quem elas estão adquirindo o produto para não adquirir ninguém da clandestinidade. Isso traz até um benefício para as empresas que fazem o seus serviços de maneira correta”, pontuou.
A promotora de Justiça Alice Freire enfatizou que a remoção dos fios promove a segurança dos moradores e diminui a poluição visual, ressaltando a necessidade de união entre os setores público e privado. “A proposta vai muito além da estética. Fios soltos e abandonados representam um risco real à população e a ausência de uma ação coordenada mantém a cidade exposta a acidentes evitáveis. Reitero que este é um trabalho que se sustenta no esforço coletivo e na cooperação entre os diversos atores públicos e privados aqui presentes. E que somente por meio dessa união poderemos alcançar uma Goiânia mais segura, limpa e organizada”, declarou.
André Abrão, gerente de relacionamento da Equatorial, garantiu o apoio da empresa ao projeto, informando que mais de 50 mil notificações de irregularidades já foram feitas em Goiânia. “Participar deste processo, que vai cuidar da cidade, que de fato também é minha, é algo muito gratificante. O grupo de trabalho aqui está pensando na população. Vocês podem ter certeza que dentro de tudo aquilo que é factível, tudo aquilo que é possível para a distribuidora, vamos fazer. Somos parceiros de enorme relevância no projeto que está sendo aqui reestruturado”, afirmou.
Romenig Júnior Antônio de Lima, presidente da Associação das Empresas Prestadoras de Serviços de Telecomunicação e Internet do Centro-Oeste, comunicou que a entidade irá elaborar um plano de ação, notificar os provedores regulares sobre os fios soltos e realizar um levantamento dos provedores irregulares para informar à Prefeitura e à Anatel. “É fácil sabem quem são os irregulares porque eles têm que identificar o cabo deles. Eles informam uma quantidade na Equatorial e acabam passando muito mais cabos. Outro caso é a rede neutra, um provedor que trabalha em cima de outra operadora. Ou seja, a irregularidade atrapalha quem está trabalhando da maneira correta”, concluiu.
Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia
