Goiânia realiza Dia D de Vacinação contra Febre Amarela após caso em macaco
Prefeitura de Goiânia realiza Dia D de Vacinação contra Febre Amarela no Parque Santa Rita
A Prefeitura de Goiânia, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promoverá um Dia D de Vacinação contra a Febre Amarela no Centro de Saúde da Família (CSF) do Parque Santa Rita. A iniciativa tem como objetivo ampliar a proteção da população, em resposta à confirmação de um caso da doença em um macaco na região.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, a ação faz parte de um plano de contingência implementado após a detecção do vírus em um primata. “Desde que o primeiro caso de febre amarela em primata foi confirmado, nós iniciamos a execução de um plano de contingência na área, para identificar riscos, implementar barreiras à propagação do vírus e ampliar a proteção da população”, explicou Pellizzer.
A vacinação estará disponível para pessoas de nove meses a 59 anos, com esquemas de uma ou duas doses, dependendo da idade. A gerente de Imunização da SMS, Roberta Morais, ressalta a importância da vacinação para reduzir a vulnerabilidade dos moradores, enfatizando que a morte de macacos infectados serve como um alerta precoce da circulação do vírus. “Quando um macaco morre com febre amarela em determinada área, isso serve como um alerta precoce de que o vírus está circulando naquele ambiente. Os primatas adoecem e morrem antes dos seres humanos, sinalizando risco de infecção para a população local”, disse a profissional. “A vacinação é a principal forma de evitar casos da doença em humanos e salvar vidas, e por isso, nós precisamos intensificar a cobertura vacinal”, afirmou a gerente. Atualmente, a cobertura vacinal contra a febre amarela em Goiânia é de 66,3%.
Além da vacinação, o plano de contingência da SMS inclui a intensificação das visitas de agentes de combate a endemias, a coleta de mosquitos para análise e a pesquisa viral em áreas de ocorrência da doença em animais. Conforme o superintendente de Vigilância da SMS, Flávio Toledo, o monitoramento da presença e distribuição dos vetores, a análise da densidade populacional de mosquitos e a investigação da infecção dos insetos são cruciais para direcionar ações preventivas e garantir a capacidade de resposta da rede de saúde. “Nós monitoramos a presença e distribuição dos vetores, analisamos a densidade populacional desses mosquitos e investigamos o avanço da infecção dos insetos pelo vírus transmissor da doença”, disse Toledo. “Tudo isso é importante para direcionar ações de prevenção, antecipar possíveis surtos e assegurar a capacidade de resposta da rede de saúde”, destacou o superintendente.
Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia
