Reajuste de 4,83% para servidores de Goiânia avança na Câmara após aprovação na CCJ

Reajuste de 4,83% para servidores de Goiânia avança na Câmara após aprovação na CCJ

Data-base de 4,83% avança na Câmara de Goiânia e SindiGoiânia avalia ação judicial - Diário da Manhã

O Projeto de Lei nº 375/25, que prevê um reajuste salarial de 4,83% para os servidores públicos municipais de Goiânia, deu um passo importante ao ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal. A correção salarial, com vigência a partir de 1º de setembro, tem a expectativa de ser paga já na folha deste mês.

O relator do projeto, vereador Pedro Azulão Júnior (MDB), manteve o índice proposto pela Prefeitura de Goiânia, rejeitando duas emendas que buscavam um aumento maior. Uma das emendas, da vereadora Kátia (PT), propunha um reajuste de 5,53%, correspondente à inflação acumulada entre maio de 2024 e maio de 2025. A outra, de autoria do vereador Coronel Urzeda (PL), pretendia retroagir a data-base para maio deste ano.

O prefeito Sandro Mabel (UB) já havia mencionado a possibilidade de um reajuste de 5,25%, mas ressaltou que a situação financeira do município permitia apenas o percentual de 4,83%. Mabel admitiu as dificuldades financeiras enfrentadas pela gestão, afirmando que “nem poderia dar o data-base, pois estava no sacrifício”, e confirmou um impacto de R$ 300 milhões por ano na folha de pagamento.

Sindicatos e associações de servidores municipais haviam apresentado uma proposta de emenda ao projeto de lei, buscando corrigir o índice de reajuste para 5,53%, com base na variação do IPCA-IBGE nos 12 meses anteriores, de maio de 2024 a abril de 2025.

Ronaldo Gonzaga, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Goiânia (SindiGoiânia), declarou que, apesar de aceitar o reajuste de 4,83% para garantir o pagamento aos servidores, a entidade ainda avalia a possibilidade de buscar judicialmente a readequação para 5,53%. “O prefeito deixou claro que, se não aceitássemos, não pagaria nada de data-base. Então, preferimos garantir esse percentual agora e, posteriormente, avaliar uma ação judicial”, explicou Gonzaga.

O projeto segue agora para a Comissão do Trabalho e dos Servidores Públicos antes de ser votado em dois turnos no plenário. A expectativa dos parlamentares é de que o processo seja concluído ainda esta semana, assegurando a inclusão do reajuste na folha de setembro.

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