CEI da Limpa Gyn: Contratos da Prefeitura de Goiânia sob Investigação

CEI da Limpa Gyn: Contratos da Prefeitura de Goiânia sob Investigação

A recém-instalada Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Limpa Gyn, que investiga os contratos entre a Prefeitura de Goiânia e o consórcio de limpeza pública, iniciou seus trabalhos na última terça-feira (9) com a aprovação de diversos requerimentos para análise da gestão financeira e operacional da empresa. O prazo para que a Prefeitura e a Limpa Gyn apresentem a documentação solicitada é de cinco dias úteis.

A CEI, presidida pelo vereador Welton Lemos (Solidariedade), busca apurar a fundo a execução dos contratos e a regularidade dos serviços prestados à população goianiense. “É um prazo que entendo que é suficiente, porque o material digital a pessoa tem acesso em tempo real”, afirmou Lemos, referindo-se ao formato digital exigido para a entrega dos documentos.

Entre os documentos requisitados, destacam-se o balanço patrimonial completo da Limpa Gyn desde o início do contrato, demonstrações de resultados financeiros, fluxo de caixa, quadro societário atualizado, relatórios de fiscalização dos serviços e informações detalhadas sobre a gestão do aterro sanitário. A comissão também quer dados sobre a frota de caminhões utilizados, valores unitários dos veículos e o plano de varrição mecanizada.

O relator da CEI, vereador William Veloso, direcionou requerimentos à Secretaria de Infraestrutura (SEINFRA), Controladoria Geral do Município e Agência de Regulação de Goiânia, solicitando informações cruciais sobre os contratos e sua execução.

A vereadora Aava Santiago (PSDB) manifestou preocupação com declarações de um executivo da Limpa Gyn, que considerou a CEI “desnecessária”. “Não cabe a um prestador de serviço da iniciativa privada dizer o que é necessário ou não no Parlamento”, rebateu Santiago, que alega ter requerimentos anteriores sem resposta. Ela questionou ainda a execução dos serviços de varrição mecanizada em Goiânia, afirmando que “na Avenida Yangué, onde eu moro, não está passando a varrição mecanizada da forma como o contrato determina”.

O vereador Pedro Azulão Jr propôs medidas para garantir maior transparência e segurança aos trabalhos da CEI, sugerindo a participação de representantes da OAB, Ministério Público e Tribunal de Contas nas sessões.

As reuniões da CEI ocorrerão todas as terças-feiras, às 14h, na Câmara Municipal de Goiânia. Após a análise dos documentos, a comissão iniciará a fase de convocações e oitivas de representantes da Limpa Gyn e gestores públicos envolvidos nos contratos. “Não tem que ficar dando palpite em uma comissão especial de investigação da Câmara Municipal de Goiânia. Ele terá, no tempo dele, o direito à resposta”, frisou Welton Lemos.

A instauração da CEI ocorre em meio a um clima de tensão política. Na mesma terça-feira, o ex-líder do prefeito na Câmara, vereador Igor Franco (MDB), e o prefeito Sandro Mabel (UB) protagonizaram um embate público, com Franco negando ter privilégios no Paço Municipal e acusando o prefeito de “mentiroso”.

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