Dino vota pela condenação de Bolsonaro e aliados por trama golpista no STF

Dino vota pela condenação de Bolsonaro e aliados por trama golpista no STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu voto crucial nesta terça-feira (9) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus acusados de envolvimento na trama golpista. O voto de Dino eleva o placar a 2 a 0 pela condenação, juntando-se ao voto do relator do processo, ministro Alexandre de Moraes.

A sessão, que definirá o futuro político dos acusados, foi suspensa e será retomada nesta quarta-feira (10), com os votos dos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A expectativa é alta em Goiás, dado o forte alinhamento político de parte do estado com o ex-presidente.

Dino endossou integralmente a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), imputando aos réus crimes graves como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. As penas, em caso de condenação, podem alcançar até 30 anos de prisão.

O ministro detalhou a participação de cada um dos acusados e destacou que “não se cuidou de mera cogitação”, referindo-se aos atos preparatórios para a tentativa de golpe. Ele adiantou que proporá penas mais severas para Bolsonaro e o general Braga Netto, considerados líderes na organização criminosa, e penas atenuadas para o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio, devido à “participação de menor importância”.

Flávio Dino enfatizou que a Corte não está julgando as Forças Armadas, mas sim as ações individuais dos militares envolvidos. Ele também rebateu possíveis influências externas no julgamento, afirmando que “agressões e ameaças de governos estrangeiros” não terão peso na decisão.

Entre os réus, além de Bolsonaro, estão figuras como Alexandre Ramagem (atualmente deputado federal), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), Walter Braga Netto (ex-ministro e candidato a vice-presidente) e Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro).

O desfecho deste julgamento terá implicações significativas para o cenário político goiano e nacional, com potencial para redefinir o futuro da direita no estado.

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