Cármen Lúcia rebate defesa de Ramagem sobre voto impresso e auditável no STF
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus acusados de participação em uma trama golpista, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), confrontou o advogado Paulo Renato Cintra, defensor do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem.
A divergência surgiu após Cintra utilizar as expressões “voto impresso” e “voto auditável” como sinônimos em sua argumentação, tentando demonstrar que Ramagem não teria disseminado desinformação para atacar o sistema eleitoral.
Cármen Lúcia, na condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rebateu a afirmação, enfatizando que “voto impresso” e “voto auditável” não são a mesma coisa, e que as urnas eletrônicas são auditáveis desde 1996. “Vossa Senhoria usou, com muita frequência, como se fosse a mesma coisa, não é. O que foi dito o tempo todo é essa confusão para criar uma confusão na cabeça da brasileira e do brasileiro para colocar em xeque”, declarou a ministra.
O advogado Paulo Renato Cintra justificou o uso das expressões como sinônimas, alegando que eram os termos utilizados nas conversas de WhatsApp entre Bolsonaro e seus aliados, conforme consta na acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR): “Eu usei essa expressão porque os temos eram tratados no texto que circular entre os acusados”, afirmou.
Na mesma sessão, Cintra argumentou que os casos de monitoramento ilegal citados na denúncia da PGR ocorreram antes de Ramagem assumir o comando da Abin. A sessão do julgamento prosseguiu com as manifestações dos demais advogados.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2025-09/carmen-lucia-rebate-advogado-de-ramagem-e-defende-urnas-eletronicas
