Eduardo Bolsonaro pede à Câmara para exercer mandato à distância dos EUA, alegando perseguição política
© Lula Marques/ Agência Brasil
Goiás, [Data] – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) formalizou um pedido ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que seja autorizado a exercer seu mandato remotamente, diretamente dos Estados Unidos, onde reside atualmente.
Em março, Eduardo Bolsonaro já havia se licenciado do mandato por 122 dias, alegando perseguição política para justificar sua mudança para os Estados Unidos. Com o fim da licença, o parlamentar tem acumulado faltas, correndo o risco de perder o cargo. Além disso, enfrenta um pedido de cassação encaminhado à Comissão de Ética da Câmara.
No ofício, o deputado reafirma ser vítima de perseguição, enfatizando sua atuação na Comissão de Relações Exteriores e suas conexões internacionais, defendendo a importância da “diplomacia parlamentar” como foco de seu mandato.
Recentemente, a Polícia Federal o indiciou, juntamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro, por crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A acusação contra Eduardo está relacionada a supostas ações junto ao governo dos Estados Unidos para retaliar o governo brasileiro e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Para justificar o pedido de trabalho remoto, Eduardo Bolsonaro compara sua situação à autorização concedida aos deputados durante a pandemia de Covid-19. Ele argumenta que sua situação atual, sob alegação de perseguição política, seria ainda mais grave do que a crise sanitária. “O risco de um parlamentar brasileiro ser alvo de perseguição política hoje é incomparavelmente maior do que o risco de adoecer gravemente durante a pandemia. Não se pode admitir que o que foi assegurado em tempos de crise sanitária deixe de sê-lo em um momento de crise institucional ainda mais profunda”, declarou.
O deputado também reiterou críticas ao ministro do STF Alexandre de Moraes, que, segundo ele, instaurou um cenário de “terror e chantagem” para os parlamentares. “Não reconheço falta alguma, não renuncio ao meu mandato, não abdico das minhas prerrogativas constitucionais e sigo em pleno exercício das funções que me foram conferidas pelo voto popular”, concluiu.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-08/eduardo-bolsonaro-pede-hugo-motta-que-possa-exercer-mandato-dos-eua
