Dívida Pública Federal Rompe Recorde e Ultrapassa R$ 7,9 Trilhões Impulsionada por Juros
© José Cruz/Agência Brasil
A Dívida Pública Federal (DPF) brasileira atingiu um novo patamar, ultrapassando a marca de R$ 7,9 trilhões em julho, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O montante exato registrado foi de R$ 7,939 trilhões, representando um aumento de 0,71% em relação aos R$ 7,883 trilhões observados em junho.
Apesar desse crescimento, o valor da DPF ainda se mantém dentro das projeções estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF), que prevê um intervalo entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões para o fechamento de 2025.
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), composta por títulos, também apresentou elevação, registrando um aumento de 0,66%, passando de R$ 7,581 trilhões para R$ 7,631 trilhões. Esse aumento ocorreu mesmo com o Tesouro Nacional promovendo um resgate de R$ 31,04 bilhões em títulos, superando as emissões no período, sobretudo em papéis prefixados. A alta da dívida interna foi influenciada pela apropriação de R$ 80,94 bilhões em juros.
A Dívida Pública Federal externa (DPFe) também apresentou variação positiva, com um aumento de 1,96%, passando de R$ 302,12 bilhões para R$ 308,05 bilhões. A valorização do dólar, impulsionada pelas políticas do governo dos Estados Unidos, foi um dos principais fatores que contribuíram para essa elevação.
O “colchão” da dívida pública, reserva financeira utilizada em momentos de instabilidade, apresentou uma leve queda, passando de R$ 1,03 trilhão em junho para R$ 988 bilhões em julho. O Tesouro Nacional atribuiu essa redução ao resgate líquido ocorrido no mês. Atualmente, essa reserva é suficiente para cobrir 7,75 meses de vencimentos da dívida pública, sendo que R$ 1,296 trilhão em títulos federais devem vencer nos próximos 12 meses.
Houve mudanças na composição da DPF entre junho e julho. Os títulos indexados à Taxa Selic subiram de 48,16% para 49,25%, os títulos corrigidos pela inflação passaram de 26,45% para 26,72%, os títulos prefixados recuaram de 21,57% para 20,16% e os títulos indexados ao câmbio foram de 3,82% para 3,87%. O Plano Anual de Financiamento (PAF) estabelece as seguintes faixas para o fim do ano: Títulos indexados à Selic (48% a 52%), títulos corrigidos pela inflação (24% a 28%), títulos prefixados (19% a 23%) e títulos indexados ao câmbio (3% a 7%).
O prazo médio da DPF também registrou um leve aumento, passando de 4,14 anos para 4,16 anos.
A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna é formada por instituições financeiras (31,26%), fundos de pensão (23,49%), fundos de investimentos (21,73%), não residentes, ou seja, estrangeiros (9,86%) e demais grupos (13,7%). A participação de investidores não residentes apresentou leve alta em relação a junho, quando era de 9,84%.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-08/divida-publica-sobe-071-em-julho-e-ultrapassa-r-79-tri
