Brasil: Conta de luz mais cara pressiona inflação em julho, mas alimentos amenizam alta
© Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho registrou um aumento de 0,26%, impulsionado principalmente pelo aumento da energia elétrica residencial. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (12), apesar da alta na inflação, a queda nos preços dos alimentos pelo segundo mês consecutivo contribuiu para amenizar o impacto no índice.
O aumento da energia elétrica residencial foi de 3,04% no mês, representando o maior impacto individual no IPCA, com 0,12 ponto percentual. Esse aumento foi influenciado pela bandeira tarifária vermelha patamar 1, que estabeleceu uma cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Segundo Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IBGE, sem o efeito da conta de luz, o IPCA de julho teria ficado em 0,15%.
Por outro lado, o grupo de alimentos e bebidas apresentou uma queda de 0,27% em julho, proporcionando um alívio de 0,06 p.p. no IPCA do mês. A redução foi puxada principalmente pela alimentação no domicílio, com destaques para a batata-inglesa, cebola e arroz. De acordo com Gonçalves, caso os alimentos não tivessem ficado mais baratos, o IPCA de julho teria sido de 0,41%.
No grupo de transportes, a alta foi impulsionada pelo preço das passagens aéreas, que subiram 19,92% devido à maior procura no período de férias escolares. No entanto, houve alívio nos combustíveis, que apresentaram recuo de 0,64%. A gasolina, item com maior peso na cesta de consumo das famílias, recuou 0,51% em julho.
O IPCA acumula 5,23% em 12 meses, ultrapassando o centro da meta de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A coleta de preços é realizada em diversas regiões metropolitanas, incluindo Goiânia, além de outras capitais e regiões do país.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
