Equipes municipais de Goiânia começam a retirar gameleira no Setor

Operação de remoção de gameleira no Setor Campinas tem prazo estimado em dez dias (Fotos: Luciano Magalhães)

A remoção de gameleira em Goiânia começou na Rua José Hermano, no Setor Campinas, com previsão de duração de dez dias. A operação teve início em 4 de novembro e depende das condições climáticas para ser concluída.

A Prefeitura de Goiânia informou que cerca de 100 funcionários da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) participam do serviço, das 7h às 22h, inclusive aos fins de semana. As raízes da árvore ocupam a calçada, avançam sobre a pista e provocaram danos na parede, no telhado e na garagem de um imóvel vizinho.

Interdições alteram quatro linhas

A Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET) começou a bloquear o entorno do cruzamento das ruas José Hermano e Santa Bárbara na noite de 3 de novembro. Os acessos imediatos foram fechados, com sinalização temporária e agentes para orientar os motoristas.

Na Rua Santa Bárbara, os bloqueios ficam perto das ruas do Mercado e Formosa, com passagem mantida para o acesso local. Na Rua José Hermano, a interdição ocorre nas proximidades da Rua do Acre.

A Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) alterou o trajeto das linhas 168, 174, 315 e 176. As três primeiras passam pelas ruas do Acre, Formosa e 8 antes de retornar à Rua José Hermano. A linha 176 segue pelas ruas 1, 8 e Desembargador Vicente Miguel e retoma o itinerário pela Rua do Mercado.

A remoção de gameleira em Goiânia

A Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) autorizou a retirada em 2024 e ratificou a decisão em agosto de 2026, após uma nova vistoria. Segundo a agência, a Lei Complementar nº 374/2024 permite o corte quando a árvore bloqueia totalmente o passeio público ou causa danos estruturais em imóveis vizinhos.

O Ministério Público de Goiás acompanha o caso por meio de procedimento extrajudicial da 8ª Promotoria de Justiça. Em setembro, a Promotoria solicitou uma perícia, que concluiu que a poda e a adaptação da calçada não resolveriam o problema e recomendou a retirada da árvore, com o plantio de outra espécie.

Wanessa de Castro, agente ambiental da Amma, explicou em entrevista coletiva no local que a gameleira não é adequada para calçadas. Ela afirmou: “Aqui, podemos ver que as raízes foram podadas, o que compromete a fixação e desenvolvimento da árvore.”

A Comurg fará uma poda de limpeza antes de usar um guindaste para sustentar e baixar as partes cortadas. Se forem encontrados ninhos, colmeias de abelhas nativas ou outros animais, o trabalho será interrompido para orientação da Gerência de Proteção e Manejo de Fauna da Amma. A Equatorial acompanhará a rede elétrica, sem previsão de desligamento.

Supressão é o termo usado para a retirada autorizada de uma árvore. Como compensação ambiental, o proprietário do imóvel deverá plantar uma escumilha-africana e mantê-la por pelo menos 12 meses. A madeira fina será triturada para compostagem, enquanto o tronco e as partes mais grossas serão destinados a leilão.

Créditos da imagem: Prefeitura de Goiânia

Com informações da Prefeitura de Goiânia

Redação Extra News Goiás
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