Jabuti premia obra de Ruy Castro como Livro do Ano pela segunda vez seguida
© Paulo Pinto/Agência Brasil
Ruy Castro conquistou o principal troféu do Prêmio Jabuti 2026 com o livro “Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio”, publicado pela Companhia das Letras. A obra recebeu o título de Livro do Ano pela segunda edição consecutiva do autor na categoria.
A cerimônia da 68ª edição ocorreu na noite de terça-feira (27), na Sala São Paulo. Castro não participou do evento por questões de saúde, conforme informado durante a premiação.
O Prêmio Jabuti 2026 reuniu 23 categorias
Além do Livro do Ano, o evento teve vencedores em 23 categorias organizadas nos eixos Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. Cada vencedor recebe R$ 5 mil, segundo as informações da premiação.
Na categoria Romance Literário, Eliana Alves Cruz venceu com “Meridiana”. À Agência Brasil, ela afirmou: “É um momento de muita alegria e realização”. O romance acompanha uma família negra e aborda ascensão social e pertencimento.
A edição também criou a categoria Incentivo à Leitura – Cultura Digital, voltada a criadores de conteúdo que promovem livros e leitura em plataformas digitais. Pedro Pacífico, responsável pelo canal Bookster, ganhou a disputa, que teve 402 indicações válidas, e recebeu a estatueta do jogador Gustavo Scarpa.
A Câmara Brasileira do Livro promove o Jabuti. O prêmio organiza as obras em áreas diferentes para avaliar gêneros literários, trabalhos de não ficção, projetos editoriais e ações ligadas à leitura. A lista completa está disponível no site do prêmio.
A obra reconstitui o Rio durante a guerra
No livro premiado, Ruy Castro apresenta o Rio de Janeiro entre 1935 e 1945 e mostra como os acontecimentos da Europa repercutiram no cotidiano da cidade. A publicação também venceu na categoria Biografia e Reportagem.
No ano passado, o escritor havia recebido o Livro do Ano por “O Ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim”, coletânea de textos sobre o compositor. Nascido em 1948, em Caratinga, Minas Gerais, Castro começou como repórter em 1967 e passou a se dedicar aos livros a partir de 1990.
A produção do autor inclui biografias de Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda, além de reconstituições históricas sobre a Bossa Nova e o Rio de Janeiro dos anos 1920.
Lygia Bojunga foi escolhida como Personalidade Literária da 68ª edição. A escritora enviou uma carta escrita à mão e uma mensagem de agradecimento, na qual escreveu: “Que belo incentivo este!”. A escritora e psicanalista Ninfa Parreiras a representou na cerimônia.
Créditos da imagem: © Paulo Pinto/Agência Brasil
Com informações da Agência Brasil
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