Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão avançado

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O Emrelis recebeu registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratar um tipo de câncer de pulmão em adultos. O medicamento tem como princípio ativo o telisotuzumabe vedotina e foi autorizado para casos localmente avançados ou metastáticos.

A indicação contempla pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) não escamoso, com receptor do fator de crescimento epidérmico em tipo selvagem, alta superexpressão da proteína c-Met e que já passaram por terapia sistêmica.

Registro inclui tratamento de mama

A Anvisa também autorizou o Poherdy, cujo princípio ativo é o pertuzumabe, para o tratamento de câncer de mama metastático e inicial. Nos casos metastáticos, o medicamento deve ser combinado com trastuzumabe e docetaxel para pacientes com câncer de mama receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2)-positivo, metastático ou localmente recorrente não operável, sem tratamento anterior com medicamentos anti-HER2 ou quimioterapia.

Para a doença em estágio inicial, o uso ocorre junto com trastuzumabe e quimioterapia. A indicação inclui o tratamento neoadjuvante de pacientes com câncer HER2-positivo localmente avançado, inflamatório ou inicial, com alto risco de recorrência, e o tratamento adjuvante de casos iniciais com o mesmo receptor e risco elevado de retorno da doença.

O tratamento neoadjuvante é feito antes da cirurgia. Já o adjuvante ocorre depois do procedimento, conforme as indicações descritas para o Poherdy.

Emrelis age sobre proteína tumoral

Segundo a Anvisa, o Emrelis foi desenvolvido para se ligar de forma seletiva à proteína c-Met na superfície das células tumorais. Esse processo permite a entrada do complexo na célula e a liberação de uma substância que provoca a morte celular direcionada.

A decisão considerou principalmente um estudo com pacientes que já haviam recebido tratamento para CPCNP. A taxa de resposta objetiva foi de 29,2% entre todos os participantes avaliados e chegou a 34,5% no grupo com alta superexpressão de c-Met. A agência classificou os resultados como “associada a respostas duradouras e benefício clínico relevante em um cenário terapêutico com opções limitadas”.

O câncer de pulmão está entre as principais causas de mortalidade por câncer no mundo, de acordo com a agência. O CPCNP representa cerca de 85% dos casos, e aproximadamente 70% deles são do subtipo não escamoso. A Anvisa informou que, após quimioterapia e imunoterapia, existe “uma limitada disponibilidade de terapias” para pacientes com doença avançada ou metastática.

Créditos da imagem: © Chanakon/AdobeStock


Com informações da Agência Brasil

Redação Extra News Goiás
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