Ronaldo Silvano Moreira é condenado por participação no homicídio de advogado em Rio Verde

Justiça de Formosa absolve advogado acusado de usura após atuação

Foto: OAB-GO

A condenação de Ronaldo Silvano Moreira ocorreu pelo envolvimento no homicídio do advogado Cássio Bruno Barroso, morto a tiros em frente ao escritório onde trabalhava, em Rio Verde. O julgamento terminou na quinta-feira (1º), na 4ª Vara Criminal do município.

A sentença estabeleceu pena de 7 anos, 11 meses e 9 dias de reclusão. O juiz afastou as três qualificadoras e classificou o crime como homicídio simples. Também determinou a prisão imediata, negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e fixou indenização mínima de R$ 50 mil para a família da vítima.

Condenação de Ronaldo Silvano Moreira

O caso foi analisado pelo Tribunal do Júri de Rio Verde. Além de Ronaldo, outras duas acusadas foram julgadas e absolvidas pelo Conselho de Sentença.

No Tribunal do Júri, os jurados decidem sobre a responsabilidade do acusado em crimes submetidos a esse tipo de julgamento. Depois da decisão do Conselho de Sentença, cabe ao juiz estabelecer a pena e outras medidas previstas na sentença. As qualificadoras são circunstâncias que podem alterar a classificação do homicídio e influenciar a punição; neste processo, elas não foram mantidas.

Cássio Bruno Barroso tinha 48 anos e foi assassinado em 3 de outubro de 2024, quando saía do escritório do qual era sócio, em Rio Verde. As investigações apontaram possível relação entre o homicídio e a atuação profissional dele em uma disputa agrária no município de Água Boa, em Mato Grosso.

OAB acompanhou investigação

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informou que acompanhou o processo desde os primeiros momentos. A Procuradoria de Prerrogativas da entidade se habilitou nos autos, e a presença da instituição no julgamento ficou a cargo de Gustavo Henrique Sousa Araújo, vice-presidente da Comissão Especial de Defesa do Tribunal do Júri.

Após tomar conhecimento do assassinato, a OAB-GO acionou o Governo de Goiás, a Secretaria de Segurança Pública e o Comando-Geral da Polícia Civil. A entidade pediu empenho e celeridade na investigação e na elucidação do caso, em conjunto com a Subseção de Rio Verde e por meio do Sistema de Defesa das Prerrogativas.

O presidente da OAB-GO, Rafael Lara Martins, afirmou: “A advocacia precisa ter assegurado o direito de exercer sua função com liberdade e segurança”. Segundo ele, a instituição continuará atuando na defesa das prerrogativas profissionais em situações de violência ou ameaça relacionadas ao exercício da advocacia.

Créditos da imagem: OAB-GO

Com informações da OAB-GO

Redação Extra News Goiás
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