Goiânia supera 150 mil podas preventivas de árvores realizadas pela Comurg em 2026

As podas preventivas em Goiânia passaram de 150 mil em 2026, segundo a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). O serviço ocorre em canteiros centrais, praças e rotatórias para reduzir o risco de queda de árvores, controlar o peso das copas e manter as plantas saudáveis.

Nas calçadas, a execução depende de autorização e laudo técnico da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). A programação considera o inventário arbóreo da cidade e registra o motivo de cada intervenção e a previsão de retorno às árvores.

Intervenções reduzem riscos nas avenidas

Na primeira quinzena de setembro, a Comurg terminou a poda de manutenção e o rebaixamento de copas de jamelões no canteiro central da Avenida Alexandre de Moraes, no Parque Amazônia. Oito árvores foram retiradas e substituídas por espécies plantadas antes, com autorização da Amma.

O manejo dos jamelões, também chamados de jambolões, reduz em até 30% o volume das copas. A medida diminui a queda de frutos sobre as pistas. Quando esmagada por veículos, a polpa deixa o asfalto escorregadio e aumenta o risco de acidentes, principalmente durante as chuvas.

A Comurg também podou 350 árvores na Avenida Aristóteles, no Jardim Mariliza; 400 na Avenida Anápolis, que passa pelos setores Parque das Amendoeiras, Vila Pedroso, Abapuru e Residencial Dom Fernando; e cerca de 170 na Avenida Antônio Fidelis, no Parque Amazônia.

O entregador Hugo Vieira, de 40 anos, relatou que caiu de motocicleta por causa de jamelão na Avenida Alexandre de Moraes. Segundo ele, outros três motociclistas caíram no mesmo ponto. “Esse tipo de poda, que diminui os galhos, preserva a planta e evita que os frutos caiam”, afirmou.

O planejamento orienta as podas preventivas

O inventário arbóreo é um registro usado para organizar o manejo das árvores. Com tecnologia própria, a Comurg anota quando cada exemplar recebeu poda, qual foi a razão do serviço e quando a equipe deverá retornar. O engenheiro agrônomo Vinícius Ribeiro, gerente da companhia, explicou: “Hoje sabemos quando uma árvore foi podada, qual o motivo da poda”.

Além do corte de galhos, as equipes fazem o levantamento das copas e retiram partes secas ou mortas. Depois do trabalho, folhas, galhos e outros resíduos são recolhidos para manter as vias limpas e evitar o entupimento de bocas de lobo durante as chuvas.

Os galhos grossos e os troncos seguem para a serraria da Comurg, onde viram pranchas usadas na fabricação de bancos, pergolados, cadeiras e outros móveis para praças e prédios municipais. Os galhos menores são triturados e transformados em composto, que retorna como adubo para praças e canteiros centrais.

Créditos da imagem: Prefeitura de Goiânia

Com informações da Prefeitura de Goiânia

Redação Extra News Goiás
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