Falsificação de lote do Phesgo leva Anvisa a determinar apreensão do medicamento

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© Valter Campanato/Agência Brasil

Um lote falsificado do Phesgo, medicamento usado no tratamento do câncer de mama, foi alvo de apreensão determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida também proibiu a venda, a distribuição e o uso de três lotes falsificados do Dysport, produto à base de toxina botulínica.

As decisões foram publicadas na segunda-feira (21) e incluem a suspensão de anúncios de medicamentos manipulados e a proibição da divulgação de produtos de cannabis sem autorização sanitária. No caso do Phesgo, a determinação vale para embalagens do lote B5011B05, fabricado em junho de 2025.

Atenção ao lote falsificado do Phesgo

A fabricante Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos comunicou à Anvisa que encontrou no mercado unidades com características diferentes das do produto original. Por isso, consumidores e profissionais de saúde devem conferir a numeração antes da aplicação ou do uso.

A agência informou que os produtos falsificados não podem ser armazenados, comercializados, importados, exportados ou utilizados. A orientação também vale para os lotes do Dysport que não foram reconhecidos pela empresa responsável pelo registro, a Beaufour Ipsen Farmacêutica: P08191, com validade até abril de 2029; P08192, válido até maio de 2029; e P22368, com validade até fevereiro de 2029.

Estabelecimentos de saúde e consumidores que encontrarem produtos com essas identificações devem evitar o uso e comunicar a suspeita aos órgãos de vigilância sanitária. A lista completa dos itens foi divulgada pela Anvisa.

A Anvisa suspende anúncios sem autorização

A agência também suspendeu a divulgação, na internet, de medicamentos manipulados comercializados pela Queen Pharma Aesthetic. Entre os produtos anunciados estavam formulações com indicações para emagrecimento, redução de gordura localizada, cuidados capilares, tratamento de melasma e procedimentos estéticos.

Outra suspensão atingiu propagandas de medicamentos manipulados vendidos pela Farmácia Malheiro em seu site. A Anvisa informou que esses produtos seguem regras específicas e não podem ser anunciados ou comercializados fora das exigências sanitárias.

Também foi proibida a divulgação e a venda de produtos de cannabis anunciados em um site e em redes sociais por uma empresa não identificada. Segundo a agência, esses itens não têm registro nem autorização para comercialização no país.

A Anvisa é responsável por estabelecer regras e fiscalizar produtos que possam afetar a saúde da população. A consulta sobre a autorização de medicamentos e outros produtos sujeitos à vigilância sanitária pode ser feita nos sistemas disponibilizados pela própria agência.

Créditos da imagem: © Valter Campanato/Agência Brasil


Com informações da Agência Brasil

Redação Extra News Goiás
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