Em discurso na ONU, Lula deve defender mudanças no Conselho de Segurança e multilateralismo
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A Assembleia Geral da ONU será o compromisso central de Luiz Inácio Lula da Silva em Nova York, nos Estados Unidos. O presidente embarca no domingo (20) e deve defender, no pronunciamento de terça-feira (22), o multilateralismo, a negociação para resolver disputas e a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A programação prevê a chegada à cidade na noite de domingo, reuniões bilaterais na segunda-feira (21) e uma conversa com o secretário-geral da ONU, António Guterres, na manhã de terça-feira. Depois do discurso, Lula retorna ao Brasil no mesmo dia. Esta será a 11ª participação dele na Assembleia Geral como presidente da República; em seus três mandatos, não compareceu em 2010.
A agenda ministerial inclui reuniões
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana, de acordo com o Itamaraty. Ele participará de encontros do Brics, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul, do G77, do G4, do L69, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos e do Consenso de Brasília.
Vieira também presidirá duas reuniões. Em 23 de setembro, estará à frente do encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. No dia 24, comandará a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul. O Brasil ocupa a presidência da organização por três anos, após a reunião ministerial realizada em abril.
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, participará de atividades em Nova York entre 21 e 23 de setembro. A agenda dele inclui segurança alimentar, proteção social, financiamento para o desenvolvimento e cooperação internacional.
A Assembleia Geral da ONU reúne delegações
A delegação brasileira participará de reuniões do Conselho de Segurança e de debates sobre a situação da Palestina, a solução de dois Estados, desigualdade, consolidação da paz e direito internacional humanitário. Esther Dweck, Luiz Eloy Terena e Rachel Barros também têm participação prevista em atividades ligadas às áreas de seus ministérios.
A Assembleia Geral é o espaço em que os países apresentam posições sobre temas internacionais e discutem questões da agenda das Nações Unidas. Na seção de alto nível, chefes de Estado fazem pronunciamentos que expõem as prioridades de seus governos.
Lula também poderá se reunir com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, do Partido Democrata, além de outros chefes de Estado ainda não anunciados. O Palácio Itamaraty não informou se existe expectativa de encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não tem reunião confirmada com Lula por nenhuma das partes.
Créditos da imagem: © Ricardo Stuckert/PR
Com informações da Agência Brasil
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