Goiânia: Amanda Partata condenada a 6 anos por extorsão e perseguição
Amanda Partata Mortoza/Foto: Reprodução
A advogada Amanda Partata Mortoza, figura central em um controverso caso que abala o judiciário goiano, recebeu sua primeira condenação. Ela foi sentenciada a 6 anos e 2 meses de prisão por extorsão, perseguição e falsidade ideológica contra seu ex-namorado, conforme decisão proferida pelo juiz Luciano Borges da Silva. Além da pena privativa de liberdade, a ré terá de pagar R$ 25 mil por danos morais à vítima. A sentença recente adiciona mais um capítulo ao drama judicial que envolve Amanda Partata, que já está presa preventivamente sob a acusação de duplo homicídio por envenenamento em Goiânia.
A decisão judicial detalha que a pena foi estabelecida em 5 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão pelo crime de extorsão. Somam-se a isso 7 meses de reclusão pela perseguição e 3 meses e 15 dias de detenção por falsidade ideológica, totalizando a pena de 6 anos e 2 meses. O magistrado também impôs uma multa de 72 dias-multa, calculada com base em um décimo do salário mínimo vigente na época dos fatos, ocorridos em 2023, com os valores sendo direcionados ao Fundo Penitenciário Estadual.
Motivação e Impacto dos Crimes de Amanda Partata
Ao analisar a conduta de perseguição, o juiz identificou e aplicou a agravante de motivo torpe. A fundamentação para essa conclusão residiu na dificuldade da acusada em aceitar o término do relacionamento amoroso, sendo impulsionada por uma série de emoções negativas. “Considerando que a perseguição foi motivada pelo término do relacionamento, não tendo a acusada aceitado o fim do namoro e sendo impelida pelos sentimentos de abandono, frustração, raiva e vingança”, registrou o magistrado na sentença, evidenciando o contexto psicológico por trás das ações.
A reparação por danos morais fixada em R$ 25 mil reflete o reconhecimento do abalo significativo causado à vítima. O juiz Luciano Borges da Silva ressaltou que as ações atribuídas a Amanda Partata resultaram em sério comprometimento emocional e psicológico, impactando diretamente a rotina pessoal, social e profissional do ex-namorado. Até a última atualização, a defesa de Amanda Partata não havia se pronunciado sobre a recente condenação. Durante uma audiência de instrução ocorrida em fevereiro deste ano, o advogado Rodrigo Faucz havia argumentado que a cliente apresentava problemas de saúde mental, uma linha de defesa que pode ser explorada em futuras etapas do processo.
Acusação de Duplo Homicídio por Envenenamento: O Caso Maior de Amanda Partata
Amanda Partata Mortoza permanece detida desde 20 de dezembro de 2023, enfrentando acusações de maior gravidade. Ela é a principal suspeita pelo envenenamento que culminou nas mortes de Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e sua mãe, Luzia Alves, de 86 anos.
As investigações apontam que as vítimas passaram mal após consumirem bolos de pote que teriam sido levados pela própria advogada. Um laudo da Polícia Científica de Goiás confirmou a presença de veneno nos alimentos, corroborando a tese de envenenamento. A acusada, que já cumpre pena pelos crimes contra o ex-namorado, ainda aguarda o julgamento pelo duplo homicídio, um caso de grande repercussão que continua a chocar o país.
Fonte e Fotos: ROTA JURÍDICA
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