Pesquisa: Brasileiros defendem prevenção e eficiência na segurança pública.

Segurança pública: apenas 32% se sentem seguros na cidade onde vivem

© Philippe Lima/Governo do Rio

Brasileiros Rejeitam Slogan Radical e Clamam por Eficácia na Segurança Pública, Aponta Estudo

Uma abrangente pesquisa do Instituto Sou da Paz, divulgada nesta segunda-feira (18), revela um clamor da população brasileira por uma abordagem moderna e eficiente na segurança pública, distanciando-se de soluções radicais e priorizando prevenção, uso de tecnologia e o rigor da lei. O levantamento nacional aponta que a maioria dos entrevistados anseia por resultados concretos, embora uma expressiva parcela ainda se sinta insegura nas cidades onde reside, um sentimento particularmente acentuado entre as mulheres.

Contrariando uma percepção popular, a pesquisa desmistifica a ideia de que a sociedade endossa frases de cunho extremista no combate ao crime. Apenas 20% dos participantes concordam com a máxima “bandido bom é bandido morto”. Em contraste, 73% defendem que os criminosos devem ser submetidos ao devido processo legal, sendo julgados e responsabilizados pelos seus crimes.

“A sociedade brasileira está cansada de promessas antiquadas e deseja outras formas de pensar esse tema, para além dos radicalismos cristalizados que não têm trazido resultados reais no dia a dia das pessoas. Há uma maioria silenciosa que busca resultados e eficácia, por isso apoia novas ideias sobre a segurança pública”, destacou a diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo.

O estudo, realizado pela Oma Pesquisa, coletou dados de 1.115 entrevistas presenciais e domiciliares, com abrangência nacional, entre novembro e dezembro de 2025.

Prioridades para a Segurança Pública: Aplicação da Lei e Menos Armas

A análise detalhada da opinião pública sobre segurança pública sinaliza uma preferência clara pela aplicação da legislação existente sobre todos os infratores, com 55% dos entrevistados defendendo essa premissa. Apenas 39% acreditam que a solução reside no aumento das penas. Essa distinção ressalta a busca por justiça equitativa e o fortalecimento do arcabouço legal já estabelecido.

No que tange à circulação de armas, os dados indicam uma preocupação generalizada com o aumento da violência. O levantamento demonstra que 77% da população reconhece que armas adquiridas legalmente podem, paradoxalmente, alimentar a criminalidade ao serem roubadas e utilizadas em atos violentos. Corroborando essa visão, 73% dos entrevistados expressam a convicção de que mais armamentos em circulação inevitavelmente resultam em um acréscimo da violência.

Tecnologia e Preparo Policial Ganham Apoio

A pesquisa também avaliou a percepção da população em relação à atuação das forças de segurança, com resultados que apontam para uma demanda por modernização e qualificação. Um total de 82% dos participantes se manifesta favorável ao uso de câmeras corporais por parte dos policiais, evidenciando o reconhecimento da tecnologia como ferramenta protetiva e de transparência. Adicionalmente, 65% da população concorda com a necessidade de uma polícia mais bem preparada e valorizada para enfrentar os desafios da segurança pública no país.

Insegurança Latente e o Impacto na Vida das Mulheres

Apesar das preferências por abordagens mais eficazes, a percepção de segurança pessoal permanece baixa. Apenas 32% das pessoas se sentem seguras na cidade onde moram, um índice que despenca para 26% quando se considera apenas o público feminino. Este dado é reforçado pela constatação de que 83% dos entrevistados identificam a presença da violência contra a mulher em suas respectivas cidades, evidenciando uma vulnerabilidade específica e generalizada.

Recomendações do Instituto Sou da Paz para o Futuro

Diante dos resultados obtidos, o Instituto Sou da Paz propõe cinco pilares fundamentais para a transformação da segurança pública nos próximos anos: a proteção integral de meninas e mulheres; o fortalecimento e a valorização das polícias, com foco em seu preparo; o enfrentamento rigoroso ao crime organizado; a redução estratégica de roubos; e, finalmente, a remoção de armas ilegais de circulação.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-05/seguranca-publica-apenas-32-se-sentem-seguros-na-cidade-onde-vivem

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