Lula passa por cirurgia para remover câncer de pele em São Paulo

Médico diz que Lula retirou lesão e deve repousar nos próximos dias

© Paulo Pinto/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi submetido, na manhã desta sexta-feira (24), a um procedimento cirúrgico bem-sucedido em São Paulo para a remoção de um carcinoma basocelular, lesão cutânea localizada no couro cabeludo. A equipe médica que acompanha o mandatário confirmou que a intervenção transcorreu sem quaisquer intercorrências, com expectativa de alta ainda hoje, permitindo que o chefe de Estado retorne para casa.

O cirurgião cardíaco Ricardo Kalil, um dos médicos responsáveis pelo acompanhamento de Lula, informou que o presidente “deverá permanecer mais algumas horas no hospital e deve ir para casa hoje”. A intervenção, conduzida pela médica Cristina Abdala, focou na remoção de tecido da região da cabeça. Sobre o tipo de lesão, Kalil esclareceu: “Foi uma lesão de pele. É muito comum, é a mais comum que tem no mundo”. A doutora Abdala, por sua vez, complementou que a condição é frequentemente associada à exposição solar. “É uma lesão de pele que vem da exposição solar. É muito comum e quando ela cresce, a gente tem que tirar”, detalhou, acrescentando que o tecido removido foi encaminhado para biópsia.

Entenda o Carcinoma Basocelular: O Tipo Mais Comum de Câncer de Pele

O carcinoma basocelular, a condição que levou o presidente Lula à mesa de cirurgia, é o tipo de câncer de pele mais prevalente, correspondendo a cerca de 80% de todos os casos. Considerado de baixa agressividade, ele surge das células basais, localizadas nas camadas mais profundas da epiderme ou em anexos cutâneos como pelos e glândulas. Sua incidência é maior em áreas do corpo frequentemente expostas à radiação solar, especialmente na cabeça e pescoço.

O crescimento desse tipo de lesão cutânea é geralmente lento e sua capacidade de se espalhar para outras partes do corpo (metástase) é rara, o que resulta em elevadas taxas de cura quando o diagnóstico é feito precocemente. Conforme dados do Ministério da Saúde, a estimativa é de 250 novos diagnósticos para cada 100 mil habitantes anualmente. O Hospital Sírio-Libanês alerta que este carcinoma basocelular pode manifestar-se através de sinais visíveis na pele e, em estágios avançados, provocar coceira, sangramento e dor intensa. Diante de tais sintomas, a recomendação é clara: “O importante é que qualquer lesão de difícil cicatrização, que sangra ou coça, mesmo que cresça lentamente, seja examinada por um médico especialista”, enfatizou a instituição.

Recuperação do Presidente e Agenda Política

Além da remoção do carcinoma basocelular, o presidente Lula aproveitou a ocasião para realizar uma infiltração na mão direita, visando o tratamento de uma tendinite. O Dr. Ricardo Kalil detalhou os próximos passos da recuperação do presidente. Ele retornará para casa ainda nesta sexta-feira, onde deverá manter um período de repouso, mas sem que isso impacte sua agenda de trabalho. “Vamos evitar grandes eventos nos próximos dias. Lula não vai tomar medicamento. Ficou uma ferida cirúrgica e é esperar cicatrizar, o que deve demorar um mês. O cuidado agora é curativo, usar chapéu e tocar a vida normal dele”, explicou Kalil.

Questionado sobre as possíveis implicações do procedimento na campanha presidencial, o médico foi categórico. “Vai atrapalhar a campanha? A resposta é não. O máximo que vai acontecer é ele aparecer de chapéu, como aconteceu outras vezes”, declarou, reforçando que a saúde do presidente não será um obstáculo para suas atividades políticas futuras.

Lula chegou ao hospital por volta das 7h da manhã, acompanhado da primeira-dama Janja da Silva, para a intervenção que já estava agendada e não foi de caráter emergencial.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-04/medico-diz-que-lula-retirou-lesao-e-deve-repousar-nos-proximos-dias

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