Cesta básica em Goiânia custa R$ 714,50 após alta de 8% em abril, diz Procon.
Fiscais do Procon Goiânia fizeram a pesquisa em nove estabelecimentos da cidade (Foto: Procon Goiânia)
Consumidores goianenses enfrentam um cenário de inflação crescente e preços voláteis nos supermercados da capital. O custo da cesta básica registrou um aumento de 8,04% entre março e abril de 2026, saltando de R$ 661,33 para R$ 714,50. A informação foi revelada por uma pesquisa detalhada do Programa de Defesa do Consumidor (Procon Goiânia), órgão vinculado à Prefeitura, que analisou 30 itens essenciais em nove estabelecimentos comerciais da cidade entre os dias 10 e 13 de abril de 2026. A discrepância de valores entre os pontos de venda acende um alerta para a importância da pesquisa antes da compra.
### Disparidade Extrema nos Preços de Alimentos Essenciais
A análise do Procon Goiânia destacou uma grande variação nos preços de diversos produtos que compõem a cesta básica, com alguns itens apresentando oscilações superiores a 100%. A banana prata, por exemplo, liderou a lista das maiores variações, com um impressionante percentual de 125,88%, sendo comercializada de R$ 3,98 a R$ 8,99 por quilo. Em seguida, a banana nanica mostrou uma variação de 116,53%, com valores entre R$ 3,69 e R$ 7,99.
Outros itens que demandam atenção redobrada dos consumidores de Goiânia incluem o pão francês, cuja variação atingiu 115,69% (preços entre R$ 9,69 e R$ 20,90 o quilo), e a margarina Delícia 500g, com oscilação de 111,75%, vendida de R$ 5,19 a R$ 10,99. A batata inglesa também registrou uma alta volatilidade, com uma diferença de 100,75% entre o menor e o maior preço, variando de R$ 3,98 a R$ 7,99 por quilo.
### Itens com Variação Mais Contida
Embora a pesquisa de preços da cesta básica aponte para grandes diferenças, alguns produtos demonstraram maior estabilidade nos valores. O feijão Dona Cota 1kg, um dos pilares da alimentação brasileira, teve uma variação de apenas 11,12%, sendo encontrado entre R$ 8,99 e R$ 9,99. O arroz Tio Jorge 5kg também exibiu uma oscilação mais moderada, de 11,66%, com preços que variaram de R$ 20,59 a R$ 22,99.
A margarina Qualy 500g apresentou uma variação de 12,37%, com preços entre R$ 8,89 e R$ 9,99. O leite integral Italac teve uma diferença de 20,04% entre o menor e o maior preço (R$ 4,99 a R$ 5,99), e o óleo de soja Soya 900ml registrou uma variação de 21,62%, sendo comercializado de R$ 6,29 a R$ 7,65. Estes dados reforçam a ideia de que, mesmo em um cenário de alta, a pesquisa minuciosa pode garantir economia.
### O Poder da Pesquisa: Potencial de Economia para o Consumidor
A importância de comparar preços antes de finalizar a compra é sublinhada pelos resultados do Procon Goiânia. Ao optar pelos menores preços nos cinco itens com maior variação identificados na pesquisa, o consumidor gastaria apenas R$ 26,53. No entanto, se esses mesmos produtos fossem adquiridos pelos maiores valores, o montante alcançaria R$ 56,86. Essa simples escolha pode gerar uma economia substancial de R$ 30,33.
Mesmo entre os itens com menor variação, a estratégia de buscar o menor preço ainda rende frutos. A compra dos cinco produtos mais estáveis pelos valores mínimos somaria R$ 49,75, enquanto a aquisição pelos preços máximos custaria R$ 56,61, resultando em uma economia de R$ 6,86.
### Recomendações do Procon para Cesta Básica
O Programa de Defesa do Consumidor de Goiânia adverte que os valores pesquisados podem flutuar dependendo da data da compra, da unidade específica de cada rede de supermercados e da disponibilidade dos produtos. Além disso, é importante notar que nem todos os itens listados estavam presentes em todos os nove estabelecimentos visitados.
O Procon reitera a necessidade de os consumidores verificarem cuidadosamente o prazo de validade, as condições de armazenamento e a integridade de todos os produtos antes de levá-los para casa. Em casos de identificação de itens vencidos, adulterados ou impróprios para consumo, o fornecedor tem a obrigação legal de realizar a substituição imediata, conforme o que estabelece a Lei nº 8.078/1990, o Código de Defesa do Consumidor.
Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia
