Professores de SP entram em paralisação por reajuste salarial e condições

Professores da rede de SP fazem paralisação nesta quinta e sexta-feira

© Paulo Pinto/Agência Brasil

Professores da rede estadual de ensino de São Paulo promovem uma paralisação de dois dias, nesta quinta e sexta-feira, 9 e 10 de abril, em resposta à convocação do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). A categoria de docentes estaduais exige um reajuste salarial urgente, a correta aplicação do piso nacional como base de carreira, mais valorização profissional e aprimoramento das condições de trabalho, além de pleitear significativas alterações em políticas educacionais atualmente implementadas no estado.

As demandas da mobilização dos professores vão além das questões remuneratórias. Entre os pontos cruciais da pauta, o sindicato solicita a imediata retirada do Projeto de Lei (PL) 1316, que propõe uma Reforma Administrativa da Educação. Outra reivindicação de peso é a revogação da Avaliação de Desempenho, ferramenta que a entidade considera injusta e punitiva. A Apeoesp também defende a abertura de novas turmas para o ensino regular e a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no período noturno, bem como a expansão de classes de Educação Especial inclusiva, projetadas para atender plenamente às necessidades de alunos atípicos e com deficiência.

Posicionamento Sindical e a Campanha Salarial

Roberto Guido, presidente interino da Apeoesp, sublinhou a continuidade da luta da categoria em uma declaração à imprensa, que ecoa a determinação já manifestada em assembleias anteriores.

“A paralisação é resultado de uma deliberação da assembleia do dia 6, quando também paramos. Estamos dando continuidade à campanha salarial, que também pede a devolução do confisco dos aposentados, entre outras coisas. Acrescente-se ainda o PL 1316, que é mais um ataque à educação e que queremos que seja retirado, porque trata de avaliações que punem os professores, com possibilidade de remoção obrigatória”, afirmou o presidente interino da Apeoesp, Roberto Guido.

Outras Reivindicações Essenciais na Educação Paulista

Adicionalmente, os professores de São Paulo chamam atenção para a necessidade de implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE). Essa meta estabelece a equiparação salarial dos profissionais da educação básica com outras carreiras de nível superior, um objetivo fundamental para a valorização da docência. O movimento sindical também manifesta preocupação e questiona o avanço da “plataformização do ensino”, um fenômeno que denota a crescente e intensiva integração de sistemas e plataformas desenvolvidas por empresas privadas nos processos de aprendizagem e no cotidiano das salas de aula.

Para definir os próximos passos da greve dos professores, uma assembleia crucial está marcada para esta sexta-feira, às 16h. O encontro ocorrerá no emblemático Vão Livre do MASP, localizado na Avenida Paulista, ponto tradicional de grandes manifestações na capital paulista.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-04/professores-da-rede-de-sp-fazem-paralisacao-nesta-quinta-e-sexta-feira

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