CNJ concede acesso a Data Lake para MP combater crime organizado no Brasil
Assinatura dos atos de formalização de acesso à API com PGR e CNMP e Criação do GT sobre o Programa Primeira Infância, Prioridade Absoluta (PIPA). Foto: Rômulo Serpa/CNJ
O Ministério Público Federal obteve acesso direto a um robusto banco de dados processuais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em um movimento estratégico para intensificar as ações de combate ao crime organizado no Brasil. A formalização do convênio, que concede à instituição ministerial a capacidade de consultar o vasto “Data Lake do Poder Judiciário”, ocorreu nesta terça-feira, 7 de abril, marcando um passo significativo na cooperação interinstitucional. A iniciativa foi selada pelos presidentes do CNJ, ministro Edson Fachin, e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e procurador-geral da República, Paulo Gonet.
### Estratégia Digital Contra o Crime Organizado
Este repositório digital, conhecido como Data Lake do Judiciário, compila e centraliza informações de milhares de processos judiciais públicos, servindo como a principal fonte de dados para as consultas integradas que alimentam os sistemas do programa Justiça 4.0. Desenvolvida pelo CNJ em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a tecnologia é crucial para otimizar a gestão e a governança de dados no âmbito do Poder Judiciário, assegurando a alta disponibilidade dessas informações com máxima agilidade e sem perda de desempenho. O acesso a esses dados judiciais é visto como uma ferramenta fundamental para a inteligência e investigação do Ministério Público.
Ao comentar a importância dessa integração, o ministro Edson Fachin salientou que a parceria transcende o mero avanço tecnológico. Para ele, o acordo simboliza um “compromisso renovado com a eficiência, com a transparência e, sobretudo, com o enfrentamento qualificado do crime organizado”. O presidente do CNJ enfatizou a urgência de uma atuação coordenada, que envolva o compartilhamento de informações, o cruzamento de dados e o desenvolvimento de estratégias conjuntas para desarticular redes criminosas.
### Fundamentos e Otimização da Justiça
Fachin também reforçou que a implementação deste acesso privilegiado está firmemente ancorada em pilares essenciais. Ele destacou o “respeito à legalidade, proteção de dados, segurança da informação e compromisso com os direitos fundamentais”. O ministro garantiu que “O uso dessas informações será sempre orientado pela responsabilidade institucional e pelo interesse público”, sublinhando a seriedade e o cuidado na manipulação dessas informações sensíveis.
Por sua vez, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, expressou a percepção de que a permissão de acesso ao Data Lake do Judiciário representa uma virada “decisivo na transformação digital do sistema de justiça”. Gonet detalhou que esta medida abre caminho para um intercâmbio estruturado de informações, estimulando a criação de soluções analíticas avançadas e o emprego estratégico de dados em cenários de alta complexidade, particularmente na incessante batalha contra o crime organizado, consolidando a colaboração entre Ministério Público e CNJ.
Fonte e Fotos: ROTA JURÍDICA
https://www.rotajuridica.com.br/cnj-autoriza-acesso-do-mp-a-banco-nacional-de-dados-judiciais-para-combate-ao-crime-organizado/
