Prefeitura de Goiânia intensifica combate à dengue no Parque Amazônia

Força-tarefa de combate à dengue irá vistoriar nove mil residências e estabelecimentos comerciais do Parque Amazônia

Região já soma 132 casos confirmados de dengue em 2026. Em toda a capital, são 9.830 registros nas 13 primeiras semanas do ano

A capital goiana enfrenta um cenário desafiador com a dengue em 2026, somando quase dez mil casos confirmados nas primeiras 13 semanas do ano. Diante desse quadro alarmante, a Prefeitura de Goiânia, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), implementou uma força-tarefa robusta no Parque Amazônia, bairro que registrou 132 infecções. A operação de combate à dengue, que mobiliza dezenas de profissionais, já revelou achados cruciais, como a identificação de um foco do mosquito Aedes aegypti em um imóvel abandonado durante vistoria na última quinta-feira (9/4), ressaltando a complexidade da erradicação.

Aumento de Casos Impulsiona Ação no Parque Amazônia

O aumento expressivo de notificações de dengue foi o principal motor para a concentração dos esforços no Parque Amazônia. Enquanto a capital acumula 9.830 diagnósticos confirmados nas 13 primeiras semanas do ano, o bairro se destaca com seus 132 registros, tornando-o um ponto focal para as intervenções. Wellington Tristão da Rocha, agente de combate a endemias e técnico da gerência de controle de vetores, explica que a estratégia foi desenhada com base nesses dados. “Nós identificamos que o Parque Amazônia apresentava números importantes de dengue e, a partir disso, organizamos um plano com várias frentes. A principal delas é a visita domiciliar, que permite identificar e eliminar focos diretamente nos imóveis”, detalha Tristão.

Estratégia Abrangente no Combate aos Focos do Mosquito

A ofensiva contra o mosquito transmissor da dengue na região envolve cerca de 70 profissionais, que têm como meta inspecionar aproximadamente nove mil residências e estabelecimentos comerciais. A equipe atua na busca incessante por depósitos de água parada e potenciais criadouros do Aedes aegypti. Além das vistorias, a operação engloba a abertura compulsória de propriedades fechadas ou em estado de abandono, a aplicação de inseticidas com bombas costais em locais estratégicos e a nebulização com ultra baixo volume (UBV) em áreas abertas, uma tática conhecida como “fumacê”, complementando as frentes de prevenção da dengue.

O Dia a Dia dos Agentes de Endemias

No dia a dia, os agentes de combate à dengue seguem um rigoroso protocolo de inspeção, iniciando pelas áreas externas dos imóveis. Túlio Saeta Reis, também agente de combate a endemias, ilustra o processo: “A gente observa locais com água parada, como vasos de plantas, calhas, recipientes e estruturas abandonadas. Quando encontramos foco, fazemos a eliminação imediata ou aplicamos o tratamento com larvicida.” Em situações onde o imóvel está desocupado, a ação é direta. “Nesse caso, a gente entra, identifica o problema e já realiza a eliminação. Quando não é possível retirar a água, fazemos o tratamento no local”, complementa Saeta Reis, que ressalta a boa aceitação da população. “Mais de 99% das pessoas aceitam a nossa entrada. A receptividade é muito boa”, afirma.

Moradores Apoiam e Colaboram na Prevenção

A participação dos moradores é vista como um pilar fundamental para o sucesso das ações de controle da dengue. Dona de casa Maria Arruda, residente do Parque Amazônia, acompanhou de perto a vistoria em sua residência e sublinha a importância da colaboração. “Tem que deixar entrar, sim. Eles precisam olhar, porque se tiver foco de mosquito, eles resolvem. A gente tem que estar sempre cuidando”, defende. Ela relata sua própria rotina de vigilância, evitando qualquer acúmulo de água, especialmente em períodos chuvosos. “Eu fico observando sempre. Não deixo água parada, não. Mas eles vindo aqui é melhor ainda, porque ajudam a conferir se está tudo certo”, conclui Arruda. A presença dos agentes é percebida, inclusive, como um reforço na segurança sanitária local.

Visita Domiciliar: O Elo Crítico na Interrupção do Ciclo do Mosquito

Para a equipe de saúde, o contato direto com a população e a inspeção dentro dos lares são inegociáveis. Wellington Tristão da Rocha enfatiza que as visitas domiciliares representam o ponto mais estratégico de todo o trabalho de prevenção da dengue. “A visita domiciliar é o momento mais importante do nosso trabalho. É ali que conseguimos agir de forma efetiva, no momento em que a gente consegue interromper o ciclo do mosquito. E a população tem participado, permitindo a entrada das equipes”, reitera o técnico. Essa interação permite não apenas a eliminação de focos, mas também a conscientização contínua sobre a gravidade da doença e as medidas preventivas em Goiânia.

Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia

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