Cesta Básica Aumenta em Todas as Capitais Brasileiras em Março

Inflação fecha julho em 0,26%; alimentos caem pela segundo mês seguido

© Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

A cesta básica de alimentos registrou um aumento de preço em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal durante o mês de março. A elevação foi constatada pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento mensal divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em conjunto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As maiores elevações percentuais no custo médio da cesta foram observadas em Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%). Embora o levantamento não detalhe especificamente os dados para Goiânia neste trecho, a tendência de alta se alastra por todo o território nacional.

No acumulado do ano de 2026, todas as capitais também registraram incrementos nos preços da cesta básica, com taxas que variaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.

Um dos principais fatores que contribuíram para o encarecimento da cesta no último mês foi o feijão, que teve seu preço elevado em todas as cidades analisadas. A pesquisa explica que a alta se deu por “restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita”. O feijão preto, por exemplo, teve aumentos que oscilaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis) nas capitais do Sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória. Já o feijão carioca, predominante nas demais capitais, apresentou variações de 1,86% (Macapá) a expressivos 21,48% (Belém). Além do feijão, outros itens essenciais como tomate, carne bovina de primeira e leite integral também registraram aumentos nos preços.

Cesta mais cara do país

Em março, a capital com a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, onde o custo médio atingiu R$ 883,94. Em seguida, figuraram Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). Para as regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta pode ter itens diferentes, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

Com base no custo da cesta de São Paulo, a mais cara do país, e considerando o preceito constitucional de que o salário-mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas básicas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo ideal para dezembro seria de R$ 7.425,99. Este valor representa 4,58 vezes o salário-mínimo atual, que está em R$ 1.621,00.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-04/cesta-basica-fica-mais-cara-em-todas-capitais-brasileiras-em-marco

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