Operação Confrades investiga desvio de verbas na Agehab e cumpre mandados em Goiás
O Grupo de Atuação Especial do Patrimônio Público (GAEPP) do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) deflagrou, nesta quarta-feira (18), a “Operação Confrades”, investigando um suposto esquema de desvio de verbas públicas em contratações de construtoras pela Agência Goiana de Habitação (Agehab). Os recursos seriam provenientes do Fundo Protege Goiás.
Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Goiânia e Anápolis, mirando integrantes da gestão da Agehab, empresários e uma construtora suspeitos de envolvimento. Durante a operação, foram apreendidos maços de dinheiro vivo, tanto em moeda nacional quanto estrangeira, além de duas armas. Detalhes sobre apreensões ainda não foram divulgados pelo MPGO.
Segundo o MPGO, a 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiânia determinou o afastamento temporário de dois servidores da Agehab, investigados por irregularidades na seleção de projetos de engenharia e na execução de contratos para construção de unidades habitacionais do programa “Pra Ter Onde Morar”. As investigações apontam para indícios de reajustes contratuais ilícitos, flexibilização de normas em editais, pagamentos indevidos e possível interferência em setores técnicos da Agehab para beneficiar empresários e construtoras.
Em nota, a Agehab informou que os dois servidores envolvidos foram demitidos e que a agência está colaborando com a Justiça, fornecendo todas as informações necessárias. A Agehab ressaltou que a operação não está relacionada à gestão atual ou aos objetivos dos programas da agência.
A nota afirma: “A Agência Goiana de Habitação (Agehab) informa que foi cumprido mandado de busca e apreensão expedido pela 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual, sob pedido do MPGO. A operação não tem relação com a gestão e nem prejudica os programas da Agehab, conforme esclareceu o próprio MP em nota. A Agehab colabora, prestando todas as informações à Justiça, e todos os autos e processos eletrônicos relacionados foram devidamente acessados e registrados. Os servidores envolvidos foram demitidos. A Agehab busca colaborar e esclarecer para toda sociedade.”
