Carioca de 20 anos ganha prêmio internacional por ensaio sobre biologia quântica

Brasileira vence concurso internacional de biologia quântica

© Gabriela Frajtag/Arquivo Pessoal

A estudante carioca Gabriela Fraitag, de 20 anos, recebeu menção honrosa em um concurso internacional de biologia quântica promovido pelo Foundational Questions Institute (FQxI) em parceria com o Paradox Science Institute. Gabriela foi premiada com US$ 3 mil, cerca de R$ 15 mil, por seu ensaio respondendo à questão “A vida é quântica?”.

Desde a infância, Gabriela demonstrava interesse por ciência, participando de diversas olimpíadas científicas, como ela mesma relata: “Eu era o tipo de estudante que participava de olimpíadas científicas, dessas competições que vão além do que é ensinado na escola. Fiz de tudo: matemática, astronomia, linguística, neurociência, biologia”. Essa paixão a levou à Ilum Escola de Ciência, em Campinas, onde pôde aprofundar seus conhecimentos em diversas áreas.

Um momento crucial em sua trajetória foi a participação na primeira edição da Escola de Biologia Quântica, em Paraty, onde se aprofundou no campo que une biologia e física quântica. Foi nesse contexto que surgiu a oportunidade de participar do concurso internacional, onde optou por apresentar um ensaio com uma perspectiva histórica da biologia quântica. “Sempre li muito sobre história da ciência, biografias, como as descobertas acontecem. Achei interessante fazer uma visão panorâmica”, explica.

A premiação, que será realizada online, pegou Gabriela de surpresa. “Foi uma grande surpresa ganhar. Eu realmente não estava esperando”, afirma. O concurso também a motivou a se aprofundar em um campo que sempre despertou sua curiosidade. “A biologia quântica é basicamente uma área que investiga como fenômenos da mecânica quântica, ou seja, como efeitos eletrônicos e energéticos em escala microscópica podem influenciar processos biológicos, por exemplo na fotossíntese ou na navegação de alguns animais”, explica.

Para ilustrar a área, Gabriela cita o exemplo da navegação de aves migratórias. “Um exemplo clássico é a navegação de aves migratórias. A ideia mais estudada envolve uma proteína chamada criptocromo, presente nos olhos dessas aves. Quando a luz atinge essa proteína, ela forma um par de elétrons cujos estados ficam correlacionados por um fenômeno quântico chamado entrelaçamento”, explica.

Gabriela, que concluiu a graduação em 2025 e se formou em primeiro lugar na turma, planeja seguir carreira acadêmica. “Quero fazer mestrado, depois doutorado fora do Brasil e, eventualmente, virar professora e ter meu próprio laboratório”, disse. Para ela, o reconhecimento internacional demonstra que jovens cientistas brasileiros podem participar de discussões científicas globais desde o início de suas carreiras.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-03/brasileira-vence-concurso-internacional-de-biologia-quantica

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