Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo
O Ministério da Justiça e Segurança Pública desligou Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal após um processo administrativo disciplinar concluir que o ex-deputado ficou mais de 30 dias consecutivos sem comparecer ao trabalho e sem justificativa. A demissão foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (21).
A Portaria de Pessoal nº 135, assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, formalizou a penalidade. Eduardo integrava o quadro da PF e estava afastado das funções enquanto exercia mandato na Câmara dos Deputados.
PF apurou ausência do escrivão
Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal por concurso público em 2010. Ele deixou o Brasil em 2025 e passou a viver nos Estados Unidos enquanto ainda exercia o mandato de deputado federal por São Paulo.
Em dezembro de 2025, o ex-parlamentar perdeu o mandato por excesso de faltas às sessões deliberativas da Câmara. Com o encerramento do mandato, terminou também o afastamento que permitia que ele permanecesse fora de suas funções na PF. A corporação determinou que Eduardo retornasse às atividades como escrivão, no Rio de Janeiro, mas ele não se reapresentou.
A Polícia Federal abriu o processo administrativo disciplinar para analisar as ausências e concluiu o procedimento em julho, com decisão pela demissão. O caso seguiu para o Ministério da Justiça, responsável por formalizar a penalidade, etapa concluída com a publicação da portaria.
Um processo administrativo disciplinar é o procedimento usado pela administração pública para apurar possíveis infrações funcionais cometidas por servidores. Nele, são analisados os fatos e a responsabilidade do servidor antes da aplicação de uma eventual penalidade. No caso de Eduardo, o procedimento terminou com a conclusão de que houve abandono do cargo.
Portaria formaliza a demissão
O ato publicado pelo Ministério da Justiça enquadrou a conduta como abandono de cargo por ausência injustificada superior a 30 dias consecutivos. A medida encerra o vínculo funcional de Eduardo Bolsonaro com a Polícia Federal.
Eduardo permanece nos Estados Unidos e afirma que sua permanência fora do Brasil ocorre por razões políticas, apresentando-se como “exilado político”. A portaria que determinou sua demissão, porém, fundamenta a penalidade administrativa nas faltas injustificadas e no abandono do cargo.
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