Focus: Mercado financeiro revisa IPCA para 2026 e Selic para 2026-2029

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O mercado financeiro revisou para baixo a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, a referência oficial da inflação no Brasil, que passou de 3,95% para 3,91%. A informação consta no Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC) em Brasília. Para os anos de 2027, 2028 e 2029, as estimativas de inflação são de 3,8%, 3,5% e 3,5%, respectivamente.

A projeção para 2026 está dentro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Ou seja, um intervalo entre 1,5% e 4,5%.

O Banco Central utiliza a taxa básica de juros (Taxa Selic) como principal ferramenta para controlar a inflação. Atualmente, a Selic está fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A próxima reunião do Copom, em março, deverá trazer um corte na Selic, desde que a inflação permaneça sob controle e não haja “surpresas no cenário econômico”, mesmo com a manutenção de juros em níveis restritivos.

A estimativa dos analistas para a Selic ao final de 2026 foi ajustada para baixo, de 12,25% para 12,13% ao ano. Para 2027 e 2028, a expectativa é que a taxa seja reduzida para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente, chegando a 9,5% ao ano em 2029.

No mesmo boletim, a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 foi ligeiramente elevada, de 1,8% para 1,82%. Para 2027, a projeção é de 1,8%, enquanto para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão de 2% para ambos os anos. A previsão para a cotação do dólar é de R$ 5,45 para o final de 2026, com uma estimativa de R$ 5,50 para o final de 2027.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/mercado-reduz-previsao-da-inflacao-para-391-este-ano

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