CNI e Setores Comemoram Fim de Tarifas de Trump nos EUA, mas Cautela Persiste
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou, nesta sexta-feira, que acompanha de perto a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar as tarifas de importação impostas globalmente pelo governo de Donald Trump. Segundo levantamento da CNI, a suspensão das tarifas adicionais de 10% e 40% sobre produtos brasileiros pode gerar um impacto de US$ 21,6 bilhões nas exportações para os EUA. O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressaltou a importância da parceria comercial entre os dois países.
Apesar da decisão da Suprema Corte, a CNI alerta que outras tarifas, como as relacionadas à segurança nacional (aço e alumínio) e às “práticas consideradas desleais”, devem permanecer em vigor, podendo resultar em novas medidas dos EUA sobre o comércio brasileiro.
Setores como o do café, que foram fortemente impactados pelas tarifas, celebraram a decisão. A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) expressou seu apoio à decisão, reforçando a necessidade de segurança jurídica nas relações comerciais. O presidente da Abic, Pavel Cardoso, mencionou que a indústria do café ainda enfrentava dificuldades para reduzir as tarifas aplicadas ao café solúvel.
Outras associações, como a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), também se manifestaram sobre a decisão. A Abiplast destacou que a decisão representa um alívio ao eliminar a imprevisibilidade no ambiente comercial, mas segue atenta aos desdobramentos e à nova tarifa global de 10% anunciada por Trump. A Abipesca, por sua vez, projeta um aumento de até 100% nas exportações de pescados para os EUA, com foco na tilápia.
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) também acompanha com cautela a decisão e os desdobramentos políticos, defendendo o diálogo e a previsibilidade no comércio internacional. A Abit ressaltou que os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de têxteis e confeccionados e que as tarifas já elevadas podem comprometer a competitividade do setor.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/cni-diz-que-acompanha-com-atencao-decisao-da-suprema-corte-dos-eua
