Toffoli se manifesta sobre sociedade em empresa ligada a fundos do Banco Master após relatório da PF

Toffoli mantém participação de diretor do BC em acareação do Master

© ASCOM/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator do inquérito que investiga fraudes financeiras no Banco Master, se manifestou sobre as suspeitas envolvendo a participação de sua família no resort Tayaya, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. A manifestação ocorreu após a Polícia Federal (PF) alertar para a menção do nome do ministro em conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Master e principal investigado no caso.

Em nota divulgada, o gabinete de Toffoli esclareceu que o ministro é sócio da empresa familiar Maridt, da qual também fazem parte seus irmãos e outros parentes. A nota ressalta que a Lei Orgânica da Magistratura permite que magistrados integrem o quadro societário de empresas e recebam dividendos, sendo apenas vedada a prática de atos de gestão como administrador.

A nota informa que a participação da Maridt no resort Tayaya foi vendida em duas etapas: uma parte para o fundo Arllen, em setembro de 2021, e outra para a empresa PHD Holding, em fevereiro de 2025, com a devida declaração à Receita Federal. O gabinete também destaca que o inquérito sobre o Master chegou ao gabinete de Toffoli em novembro do ano passado, quando a Maridt já não possuía participação no Tayaya. O texto conclui afirmando que Toffoli “jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”.

Anteriormente, o gabinete de Toffoli já havia se manifestado sobre o pedido de suspeição feito pela PF, classificando-o como “ilações” e questionando a legitimidade da corporação para solicitar o afastamento de magistrados.

O relatório da PF, que vazou para a imprensa, apresenta citações a Toffoli em conversas entre Vorcaro e seu cunhado, Fábio Zettel, relacionadas ao resort Tayaya. O ministro tem enfrentado pressão e questionamentos sobre sua atuação no caso Master desde que foi revelada uma viagem em um jatinho particular com o advogado de um dos investigados, além de decisões consideradas atípicas no decorrer do processo.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-02/toffoli-admite-sociedade-em-resort-mas-nega-pagamentos-de-vorcaro

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