Meninas na ciência: Raíssa e a Fiocruz abrem portas para futuras cientistas

Imersão na Fiocruz inspira meninas a seguir carreira científica

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em celebração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a história de Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, estudante de 17 anos do Instituto Federal do Rio de Janeiro, ilustra o movimento global para combater a desigualdade de gênero nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Desde a infância, incentivada pela mãe a seguir a área da química, Raíssa hoje vislumbra uma carreira científica, demonstrando que não há “maluquice nisso”.

Raíssa participou do programa de imersão de verão da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma iniciativa que visa estimular o interesse de jovens do ensino médio pela ciência. Ela levou sua amiga Beatriz Antônio da Silva, que também se inspirou a seguir a área científica após o incentivo de uma professora de física que a motivou a entrar na área, relatando as dificuldades enfrentadas como mulher em um campo predominantemente masculino.

Beatriz Duqueviz, coordenadora do Programa Mulheres e Meninas na Ciência da Fiocruz, destaca a importância da diversidade e sensibilidade que as mulheres trazem para a área, ressaltando que a criação do programa só ocorreu sob a gestão de Nísia Trindade. O programa atua em três frentes: valorização de cientistas mulheres, pesquisas sobre gênero e estímulo ao interesse pela ciência entre meninas.

Na imersão de verão da Fiocruz, 150 alunas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro tiveram a oportunidade de conhecer os trabalhos e interagir com pesquisadoras de diversas áreas. Duane de Souza, outra participante, expressou como a experiência a ajudou a definir seu caminho na biologia, desmistificando a ideia de que pesquisa é algo excessivamente complicado.

Luciana Dias de Lima, co-editora chefe da Revista Cadernos de Saúde Pública, enfatiza a importância de mostrar às estudantes as diversas dimensões do trabalho científico, muitas vezes fruto de um esforço coletivo e multidisciplinar. Sulamita do Nascimento Morais, também participante, relatou como a imersão a incentivou a seguir a área de ciência da computação, desfazendo o “tabu de que tecnologia é mais coisa de menino”.

O programa da Fiocruz busca desmistificar a ciência, mostrando que a curiosidade e a disciplina são mais importantes do que um suposto “gênio” inato, e que meninas podem, sim, ter voz e se impor nas áreas científicas.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-02/imersao-na-fiocruz-inspira-meninas-seguir-carreira-cientifica

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