Haddad Propõe Nova Arquitetura para Gastos Sociais e Defende Atuação no Banco Central
© Valter Campanato/Agência Brasil
Em São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou nesta terça-feira que o governo federal estuda uma possível reformulação da arquitetura dos programas sociais no Brasil, aventando a hipótese de uma fusão de benefícios. Haddad enfatizou que a ideia ainda não é um projeto formal do governo e não foi apresentada ao presidente Lula, mas já está em análise por técnicos.
Durante o CEO Conference Brasil 2026, promovido pelo BTG Pactual, Haddad argumentou que o cenário econômico atual pode ser propício para uma solução mais criativa na área social. “Talvez nós estejamos numa situação que permita uma arquitetura nova do ponto de vista do dispêndio, sobretudo de natureza assistencial. A discussão sobre renda básica, por exemplo, vai nessa direção”, declarou o ministro, traçando um paralelo com a criação do Bolsa Família em 2003. “Será que não seria o caso de fazer o que o presidente Lula fez em 2003, quando estava cheio de programa e o Bolsa Família nasceu como o grande guarda-chuva, tornando-se um programa que ganhou o mundo e reputação, inclusive perante todos os especialistas e organismos internacionais?”, questionou.
Haddad esclareceu que o objetivo da possível reestruturação não é cortar gastos, mas sim modernizar e otimizar a eficácia dos programas sociais.
Em outro ponto, o ministro comentou sobre a importância de “cuidar do Banco Central”, reiterando sua atenção às decisões da instituição e defendendo suas críticas à taxa de juros como reflexões construtivas, sem intenção de macular a reputação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Ele voltou a elogiar a atuação de Galípolo no caso das denúncias envolvendo o Banco Master, destacando que o crescimento exponencial do banco foi interrompido após a posse de Galípolo e que a descoberta de uma fraude de R$ 12 bilhões demandará investigações para apurar responsabilidades.
Haddad também expressou otimismo em relação à reforma tributária, afirmando que o Brasil poderá ter um dos melhores sistemas tributários do mundo após sua implementação, ressaltando o nível de digitalização e transparência do projeto. “A reforma tributária vai entrar para a história, e eu acredito que, a partir de 1º de janeiro do ano que vem, isso esteja já claro para todos nós”, concluiu.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-02/haddad-defende-nova-arquitetura-para-beneficios-sociais
