Afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar renova licença após prisão e investigação por vazar informações ao Comando Vermelho

Reunião da CCJ para avaliar prisão de Bacellar é adiada

© Thiago Lontra/ALERJ

O deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), afastado da presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) desde 10 de dezembro, renovou seu pedido de licença do mandato. A ausência de Bacellar ocorre após sua prisão, em 3 de dezembro, durante a Operação Unha e Carne da Polícia Federal.

A investigação apura o suposto vazamento de informações sigilosas por Bacellar ao ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, investigado por supostamente intermediar a compra e venda de armas para o Comando Vermelho. A prisão e o afastamento de Bacellar da presidência da Alerj foram fundamentados em mensagens interceptadas pelos investigadores, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bacellar estava à frente do comando da Casa desde 2023, chegando a exercer interinamente o cargo de governador em ausências do titular, Cláudio Castro. Após a prisão, o plenário da Alerj votou pela soltura do deputado, por 42 votos a 21, conforme previsto na Constituição. O ministro Alexandre de Moraes expediu o mandado de soltura, determinando o uso de tornozeleira eletrônica.

Após ser solto, Bacellar solicitou licença da Alerj por dez dias, até o início do recesso legislativo, justificando a necessidade de tratar de “assuntos particulares”. O novo pedido de licença, válido até 11 de fevereiro, foi apresentado após o retorno do recesso. Durante o afastamento de Bacellar, a presidência da Alerj é exercida pelo deputado Guilherme Delaroli (PL).

A investigação que culminou na prisão de Bacellar revelou que, na noite anterior à sua prisão, TH Joias procurou Bacellar, a quem chamou de “01”, buscando orientação para esconder objetos que pudessem servir como prova.

Além da tornozeleira eletrônica, Bacellar deve cumprir outras restrições determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, incluindo o afastamento da presidência da Alerj, recolhimento domiciliar noturno e nos finais de semana, a proibição de comunicação com outros investigados, a suspensão do porte de arma e a entrega do passaporte. O caso de Bacellar está sendo analisado pelo STF no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas, que investiga a atuação de grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-02/afastado-da-presidencia-pelo-stf-bacellar-renova-licenca-na-alerj

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