Inflação desacelera em janeiro com queda na conta de luz e passagem aérea

STF valida lei que permite devolução de valores pagos na conta de luz

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A prévia da inflação oficial de janeiro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou uma desaceleração, fechando em 0,20%, um pouco abaixo dos 0,25% observados em dezembro. O resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira revela que o índice acumula 4,5% nos últimos 12 meses, atingindo o limite máximo da meta de inflação estabelecida pelo governo.

Entre os nove grupos de produtos e serviços analisados, dois apresentaram queda nos preços médios em comparação com o mês anterior: Habitação (-0,26%) e Transportes (-0,13%).

A redução na conta de luz, com um recuo de 2,91%, teve um impacto significativo, contribuindo com -1,2 ponto percentual para o resultado geral da inflação. Essa diminuição foi impulsionada pela mudança na bandeira tarifária, que passou de amarela para verde, eliminando a cobrança adicional por cada 100 kWh consumidos.

No setor de transportes, a queda nos preços foi influenciada pela redução média de 8,92% nas passagens aéreas. A diminuição das tarifas de ônibus urbanos também contribuiu, como observado em Belo Horizonte, onde a adoção da tarifa zero aos domingos e feriados resultou em uma queda de 18,26% nas passagens. Em contrapartida, os combustíveis apresentaram alta de 1,25%, com destaque para o aumento de 3,59% no etanol e de 1,01% na gasolina, cujo impacto foi o maior de todo o IPCA-15, representando 0,05 p.p. A expectativa é que o preço da gasolina recue no próximo mês, após o anúncio da Petrobras de redução de 5,2% no preço do combustível para as distribuidoras.

Houve uma aceleração nos preços de alimentos e bebidas, com alta de 0,31% em janeiro, superando o 0,13% registrado em dezembro. A alimentação no domicílio interrompeu uma sequência de sete meses de queda, com aumentos nos preços do tomate (16,28%), batata-inglesa (12,74%), frutas (1,65%) e carnes (1,32%). Por outro lado, o leite longa vida (-7,93%), o arroz (-2,02%) e o café moído (-1,22%) contribuíram para mitigar uma inflação ainda maior.

O IPCA-15 e o IPCA, a inflação oficial, compartilham a mesma metodologia e consideram famílias com renda entre um e 40 salários mínimos (R$ 1.621). A principal diferença reside no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades, incluindo a região metropolitana de Goiânia, enquanto o IPCA abrange 16 localidades. O IPCA cheio de janeiro será divulgado em 10 de fevereiro.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/previa-da-inflacao-oficial-de-janeiro-perde-forca-e-fica-em-020

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