Saída dos EUA de órgãos climáticos da ONU: um “gol contra colossal” com impacto global
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A decisão dos Estados Unidos de se retirar de importantes organismos multilaterais, como a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) e o Fundo Verde do Clima (GCF), tem gerado preocupação em âmbito global. Simon Stiell, secretário-executivo da UNFCCC, classificou a medida como um “gol contra colossal”, ressaltando que a ação pode ser prejudicial à economia, empregos e padrão de vida dos próprios americanos.
A saída dos EUA também inclui o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU. Stiell enfatizou que “Os Estados Unidos foram fundamentais na criação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e do Acordo de Paris, pois ambos são inteiramente do interesse nacional”. Ele ainda completou dizendo que esse recuo impactará negativamente os EUA, expondo o país a maiores riscos relacionados a eventos climáticos extremos.
De acordo com o Instituto Talanoa, organização brasileira que acompanha o debate climático, a decisão americana representa um “choque político” em meio à crise climática. A presidente do Instituto, Natalie Unterstell, alertou para a possibilidade de queda no financiamento climático internacional.
A justificativa do governo dos EUA para a saída do GCF, apresentada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, é de que o fundo é uma “organização radical”, cujos objetivos seriam contrários ao crescimento econômico e à redução da pobreza. Bessent afirmou que “Nossa nação não financiará mais organizações radicais como o GCF, cujos objetivos contrariam o fato de que energia acessível e confiável é fundamental para o crescimento econômico e a redução da pobreza”.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-01/sair-da-convencao-do-clima-e-gol-contra-dos-eua-diz-stiell
