Petro ameaça pegar em armas e ordena que força pública atire contra “invasor” após ameaça de Trump
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Em resposta às recentes ameaças do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma possível ação militar contra a Colômbia, o presidente colombiano, Gustavo Petro, declarou que, se necessário, voltará a pegar em armas para defender a nação. Petro enfatizou que ordenou à força pública colombiana que “atire contra o invasor”.
As declarações de Petro foram uma reação direta às acusações de Trump, que, sem apresentar provas, acusou o presidente colombiano de envolvimento com o narcotráfico e de “gostar de produzir cocaína”. Petro negou veementemente as acusações, afirmando: “Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Só possuo minha casa de família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram publicados. Ninguém pôde dizer que gastei mais do que ganho. Não sou ambicioso”.
O presidente colombiano, que participou do movimento guerrilheiro M19 nos anos 1980, ressaltou que, apesar de ter jurado não empunhar armas novamente desde o Pacto de Paz de 1989, ele o fará “pela Pátria”.
Petro também enfatizou a importância da lealdade à Colômbia, afirmando que “todo comandante da força pública que preferir a bandeira dos Estados Unidos à bandeira da Colômbia deve se retirar imediatamente da instituição, por ordem das bases, da tropa e minha. A Constituição ordena à força pública que defenda a soberania popular”. Ele acrescentou ainda que a ordem é não atirar contra o povo, mas contra o invasor.
As tensões aumentaram após os Estados Unidos sequestrarem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o levarem para Nova York para ser julgado. Diante deste cenário, Petro expressou confiança no povo colombiano e pediu que “o povo defenda o presidente de qualquer ato violento ilegítimo contra ele”.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
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